Entregar novos serviços com alta qualidade tem sido a saída dos provedores de acesso para se manterem competitivos. “Muitos dos nossos associados são pequenas e médias empresas telecomunicação que têm um escopo regionalizado, mas elas vêm buscando ampliar parcerias para aumentar a participação em outras regiões”, informa Eduardo Fumes Parajo, da presidente da Abranet.
O mercado de VoIP está passando por uma tranformação. Os provedores de acesso têm buscado alternativas para entregar serviços que agreguem qualidade e os difereciem dos demais. Como todos querem uma fatia do bolo, as empresas têm buscado se readequar às necessidades dos usários, cada vez mais exigentes.
Triple play, Comunicações Unificas, IPTV e outros dão sinais que entrarão não apenas pelas mãos das grandes corporações. “Os pequenos e médios provedores têm investido em soluções convergentes. O mercado está acirrado, mas ainda assim tem baixa qualidade”, destaca, Manoel Santana, presidente da Associação de Autorizados SCM e Provedores de Internet (Abramulti).
![]() |
Segundo Santana, “não há empresa de VoIP 100% confiável comercialmente”. A sua tese é defendida sob dois pontos: O primeiro equivale ao preço/qualidade da banda larga, o segundo trata-se da emblemática concorrência no serviço de telecomunicações.
“Noventa e nove por cento dos links cedidos no País são das operadoras de voz. Elas (empresas de telecom) colocam um filtro na comunicação restringindo a qualidade de voz e acesso quando chega ao usuário final”, denuncia. E complementa: “desconheço algum serviço do voz sobre IP que esteja trabalhando de forma confiável”.
No entanto, para o executivo, isso não impede que as empresas tenham condições de se lançarem acirradamente. “O VoIP no Brasil tem muito o que crescer, as empresas sérias sabem disso. Há espaço para todos, desde grandes a pequenos provedores”, afirma.
Eduardo Fumes Parajo, presidente da Associação Brasileira de Provedores Internet (Abranet), destaca que aos poucos os provedores vão dando sinais de que suas estratégias estão sendo definidas. “Entre os nossos associados temos empresas que se preocupam muito em entregar o melhor aos seus usuários. Não apenas com a qualidade do acesso que chega às residências, mas também novidades no produto oferecido”. Parajo ressalta que o usuário está muito exigente e que mesmo com a baixa qualidade da banda larga no Brasil, eles querem mais do que o VoIP.
“Comunicações Unificadas têm sido uma tendência entre os clientes coportativos, enquanto a convergência (triple play) atrai cada vez mais os residenciais. O usuário tem sido a mola propulsora do mercado”, destaca o presidente da Abranet.
Parte interessada
Mesmo com as observações das entidades, o VoIP tem ganhado espaço significativo, o que não é novidade para ninguém. Por isso, seus provedores estão se virando como podem para oferecer na outra ponta um serviço que no mínimo não dê problemas. “Muitos dos nossos associados são pequenas e médias empresas telecomunicação que têm um escopo regionalizado, mas elas vêm buscando ampliar parcerias para aumentar a participação em outras regiões”, informa Parajo.
A história da ivoz.net, pertencente à empresa de telecom TDKOM, é um exemplo. A companhia focada em VoIP nasceu há quatro anos. Por meio de uma parceria com Dvel-IT (fornecedora de infra-estrutura de tecnologia voz sobre IP) e mais 148 parceiros espalhados pelo Brasil, a integradora que atuava na região Oeste do Estado de São Paulo tem conseguido atender seus clientes, aumentar sua participação no mercado e crescer 25% ao ano.
![]() |
A partir do próximo ano a ivoz.net passará a oferecer pacote VoIP, TV a cabo e banda larga. “Fechamos parceria com uma empresa no interior. Trafegaremos pela mesma rede. O que buscamos é melhorar qualidade e agregar valor aos negócios”, diz. “Nesse mercado temos muitas companhais aventureiras, que vendem serviços ilegais, e isso tem queimado outras empresas lutam para trabalhar de maneira correta, princialmente os pequenos provedores”, denuncia.
Comunicações futuras
![]() |
A empresa, que atua na cidade de Londrina, Paraná, pretende aumentar sua participação em regiões pequenas ainda não exploradas. “O mercado está abarrotado de provedores com pouca capacidade. Temos que oferecer qualidade com novidade”.
Qualidade
Este mês, Luis Cuza, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) anunciou que a entidade lançará um selo de qualidade para os provedores de tecnologia voz sobre IP. Este certificado, segundo declarou Cuza, eliminaria 70% das empresas prestadoras do mercado nacional. Todos os entrevistados concordaram que o selo é essencial para que o mercado se fortaleça. Segundo os entrevistados, no final usuários e empresas serão beneficiados.




