Comunicação Unificada

O vôo das comunicações unificadas

Com visão extremamente otimista, Rodrigo Parreira, da PromonLogicalis, acredita que o momento das soluções convergentes no País é agora. Para ele, nos próximos dois anos, Brasil deverá ultrapassar seus vizinhos mais evoluídos na adoção da tecnologia.

Enquanto muitos fabricantes e integradores ainda vivem no mundo de soluções híbridas para telefonia – IP e TDM convivendo juntas – já existem outros players no mercado decretando o fim das soluções convencionais. Esse é o caso da PromonLogicalis que, abraçando o discurso de seu principal parceiro, a Cisco, acredita que o momento das comunicações unificadas no Brasil é agora. “Nossa grande aposta para o ano que vem é nas soluções de colaboração, que na nossa definição englobam unified communications, videoconferência e telepresença”, conta Rodrigo Parreira, diretor executivo da PromonLogicalis.
 

O executivo explica que, em termos relativos, o País está atrás de diversos de seus vizinhos (como Chile e Argentina) na adoção de tecnologias de comunicações unificadas. Segundo ele, isso acontece devido a uma razão curiosa: a fabricação no Brasil de equipamentos com a tecnologia tradicional. “Isso vem da época de reserva de mercado, quando foi estimulada a instalação da produção de equipamentos desse tipo no Brasil. Como hoje a questão tributária pesa na importação de dispositivos, isso gerou uma espécie de proteção da tecnologia legada”, avalia.
 

No entanto, Parreira acredita que hoje esta equação já está se revertendo. Isso porque os custos de manutenção dos sistemas TDM estão subindo muito. “Atualmente para manter um PABX tradicional são necessários profissionais com perfis dedicados a esse tipo de serviço, que são cada vez mais difíceis de serem encontrados”, afirma o diretor. O suporte está passando a ser oferecido por empresas menores, com pequenas estruturas.
 

No caso das redes convergentes, é possível juntar tudo em uma só estrutura. “O mesmo profissional que dá manutenção para a rede de dados dá suporte para a telefonia. Isso acaba gerando um ganho de escala”. Dessa maneira, Parreira acredita que, comparando uma coisa com a outra, as empresas começam a ver que os custos operacionais compensando o investimento, principalmente pelo fato das comunicações unificadas trazerem potencialmente novas aplicações a serem exploradas.

Mercado brasileiro
 

Em função dessas questões, Rodrigo Parreira diz acreditar que o mercado brasileiro esteja mudando. “Há um ano contávamos nos dedos os grandes projetos de telefonia IP. Hoje já são comuns projetos com entre mil e dois mil ramais IP. Esse mercado tem ganho tração e isso é uma bola de neve”, diz.
 

Por isso, para o executivo, nos próximos dois anos assistiremos a uma migração maciça para as plataformas integradas corporativas IP. “As condições para mim estão dadas. O real continua muito apreciado em relação dólar, os custos operacionais das novas tecnologias estão caindo e elas trazem todos os benefícios de evoluções futuras”. O diretor inclusive acredita que o País dará o chamado leap froging – salto do sapo -, o que significa que, apesar de outros países terem se desenvolvido antes e estarem na frente, teremos um ciclo de investimentos que nos colocará mais rápido no mesmo patamar dos outros.

Preparação
 

Para se preparar para essa demanda, a PromonLogicalis criou, no começo do ano, uma equipe focada em soluções de comunicação unificada. Ela é composta por engenheiros de sistemas, profissionais da área de entrega e consultores que desenvolveram os modelos de business cases usados para construir toda a parte de retorno de investimento. “Por volta de dez pessoas trabalham apenas na pré-venda e na difusão de soluções envolvendo ambientes de comunicações unificadas. Mas vejo essa equipe crescendo muito e estamos capacitando mais pessoas para isso”, completa. Nos últimos quatro anos, a empresa tem crescido em soluções específicas para enterprise na ordem de 100% ao ano.

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