As ocupações em tecnologias da informação e comunicação (ICT) estão entre as mais expostas aos avanços da inteligência artificial, segundo o OECD Employment Outlook 2026. O relatório ressalta, porém, que a principal mudança observada até agora está na transformação das tarefas desempenhadas pelos trabalhadores, e não na eliminação de empregos.
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Segundo o estudo, ocupações que envolvem tarefas cognitivas e não rotineiras estão entre as mais expostas à inteligência artificial. Essas atividades são mais comuns em setores como tecnologias da informação e comunicação (ICT), serviços financeiros e educação. A OCDE ressalta, no entanto, que maior exposição à IA não significa maior risco de substituição, já que a tecnologia também pode complementar o trabalho humano e aumentar a produtividade.
O relatório mostra que, até o momento, a adoção da inteligência artificial está associada à reorganização das atividades realizadas pelos trabalhadores. Em muitos casos, ferramentas de IA assumem parte das tarefas, enquanto os profissionais passam a concentrar seus esforços em atividades que exigem julgamento, criatividade, resolução de problemas e interação humana.
Para a OCDE, esse cenário reforça a necessidade de investimentos em qualificação e atualização profissional. O estudo destaca que trabalhadores e empresas precisarão adaptar continuamente suas competências para acompanhar a rápida evolução das tecnologias e aproveitar os ganhos de produtividade proporcionados pela IA.
O relatório também aponta que o mercado de trabalho permanece em níveis historicamente elevados nos países da organização, embora apresente sinais de desaceleração. As taxas de desemprego continuam próximas das mínimas históricas, enquanto a escassez de mão de obra vem diminuindo em diversos setores.
Na avaliação da OCDE, os impactos da inteligência artificial sobre o emprego dependerão da velocidade de adoção da tecnologia, das políticas públicas voltadas à qualificação da força de trabalho e da capacidade das empresas de integrar a IA de forma complementar às atividades humanas. Por isso, a entidade defende o fortalecimento de programas de capacitação e aprendizagem contínua para preparar trabalhadores para as mudanças em curso no mercado de trabalho.
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