O CEO da Oi, Rodrigo Abreu, anunciou hoje (18/12), durante o evento online promovido pela Aliança Conecta Brasil, que a Oi conquistou 2 milhões de usuários de fibra óptica (FTTH). O executivo afirma que o ritmo deve ser mantido e aponta que a operadora vai buscar a liderança do segmento, apostando na interiorização de sua infraestrutura.
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“O número é um marco da mudança do nosso negócio, colocando a fibra no centro. O vídeo trouxe atenção para a qualidade da banda larga e a mudança da necessidade de conectividade veio para ficar, puxada não só pela pandemia, mas pelas novas tecnologias”, afirmou Abreu.
Ainda segundo ele, o avanço da qualidade de tecnologias móveis não é um problema para esse negócio, primeiro porque a fibra ainda consegue ser mais rápida e resiliente e porque a tecnologia móvel ainda precisa ser alimentada pela própria fibra óptica.
Abreu ainda comentou que a Oi tem planos de incrementar a velocidade de seu backbone para 1 Tbps para oferecer serviços corporativos com capacidades de 1 Gbps ou mais. Hoje, a infraestrutura de fibra da operadora conta com 400 mil quilômetros, atendendo 2,5 mil cidades.
Crescimento do setor depende de vontade política
Daniel Vilela, presidente da Aliança Conecta Brasil, apontou que o crescimento do setor do Brasil também depende de vontade política. “A expectativa era de que a reforma tributária trouxesse estímulos para a expansão da banda larga, no entanto, o Brasil ainda não enxerga que a transformação digital passa pelas telecomunicações”, afirmou, dizendo que a redução de tributos vai trazer crescimento no acesso à Internet.
Rodrigo Abreu, da Oi, disse que, além da questão tributária, também há a necessidade de investimento para levar infraestrutura para o interior. Para isso, antes é preciso resolver problemas regulatórios e econômicos que não podem ser resolvidos só com esforço de operadoras.
O principal deles é a questão da concessão. “São obrigações anacrônicas que exigem grande custo (R$ 1 bilhão por ano, segundo ele) em serviços que não atrai interesse do consumidor, que é a telefonia pública e centrais telefônicas. A migração do regime de concessão para autorização tem de mudar para um modelo sustentável, que permita o investimento onde realmente precisa.”
Abreu também afirmou que a Oi deseja atrair um sócio-investidor para aumentar a capacidade de investimento em infraestrutura a longo prazo.
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