Desvalorização do real ante ao euro impactou resultado da operadora portuguesa.
A Oi teve queda de 70,7% no lucro líquido do terceiro trimestre, resultado do prejuízo financeiro negativo e aumento de custos com o plano de reestruturação da companhia comandada por Zeinal Bava, mas na Portugal Telecom não foi diferente. O lucro líquido encerrou em queda anual inferior à esperada, de 66,4%, e € 21 milhões no terceiro trimestre de 2013, resultado da queda de receita no mercado doméstico e do impacto da desvalorização do real na subsidiária brasileira Oi.
Cooperação entre Oi e Portugal Telecom mudará posicionamento da telco no Brasil
No início de outubro as operadoras assinaram um acordo de fusão com injeção de capital de R$ 13,1 bilhões, sendo R$ 7 bilhões em dinheiro, com o objetivo de criar uma nova empresa, a CorpCo e recuperar espaço no mercado.
Mas, o último trimestre do ano não foi fácil para as companhias. Na Oi, o lucro de R$ 172 milhões entre julho e setembro se reverteu em prejuízo de R$ 124 milhões do segundo trimestre do ano. O desempenho foi impulsionado pelo aumento de eficiência e disciplina financeira que inclui revisão de políticas de crédito aos consumidores e processos de vendas.
A receita líquida no terceiro trimestre foi de R$ 7,1 bilhões, praticamente estável sobre os resultados de um ano antes, mas a perda de faturamento foi maior no segmento corporativo. Na Portugal Telecom, as receitas tiveram queda anual de 11,3%, para € 1,454 bilhão.
Mesmo com uma dívida líquida com alta anual de 19,7% no final de setembro, para R$ 29,295 bilhões e queda no caixa de 31,1%, para R$ 4,758 bilhões, a Oi informou que manteve o investimento de R$ 1,5 bilhão.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da operadora brasileira foi de R$ 2,139 bilhões no trimestre, queda de 2,3% em relação ao ano passado e crescimento de 19% sobre o segundo trimestre. Na Portugal Telecom, o Ebitda foi de € 497,5 milhões no terceiro trimestre do ano, 15,4% menor que o mesmo período do ano passado. “Refletindo principalmente o impacto da desvalorização do real ante o euro”, informou a PT.
O investimento da prestadora portuguesa subiu para € 267,4 milhões, 27,4% menos que no mesmo período de 2012, e a operadora ressaltou que “em 30 de setembro de 2013, a dívida líquida, ajustada pelo crédito fiscal ainda não utilizado relativo à transferência dos planos de pensões regulamentares para o Estado português, subiu para € 7,574 bilhões, excluindo a consolidação proporcional da Oi e da Contax, subiu para €4,620 bilhões”.
Base de clientes da Oi
Durante o balanço, a companhia disse estar mais conservadora diante dos resultados, e para a Oi isso pode “melhorar a qualidade da base de clientes e, consequentemente, os índices de inadimplência e de desconexões, visando maior rentabilidade”.
A base de serviços fixos ficou estável na comparações anual e trimestral, em 18,34 milhões; nos serviços móveis, a base cresceu 3,9% contra o terceiro trimestre de 2012 e 0,9% sobre o segundo trimestre deste ano, para 47,34 milhões. A pré-paga cresceu 3% em relação ao ano anterior e 1,1% sobre o segundo trimestre. Os serviços móveis pós-pagos mais rentáveis tiveram aumento de 9,5% na base em relação ao trimestre do ano passado, se mantendo estável na comparação anual.
*Com informações Agências

