Alexandre Wolynec, gerente geral de planejamento de mercado da operadora, fala sobre as estratégias de Inteligência no setor e como ter vantagem sobre os concorrentes.
Durante a 12ª Conferência de Inteligência Competitiva, promovida em São Paulo pelo IBC, Alexandre Wolynec, gerente geral de planejamento de mercado da Oi, ministrou o painel ‘Inteligência de mercado no setor de telecomunicações’.
O executivo explicou que na Oi a Inteligência Competitiva é aplicada na elaboração de estratégias para conquistar o consumidor, como na criação de ofertas e planos diferenciados, por exemplo. Segundo o executivo, no Brasil esse mercado pode ser muito explorado, já que são 202,94 milhões de celulares no país, um número maior que o total de habitantes (190,73 milhões de pessoas segundo dados do IBGE).
Wolynec apresentou seus competidores no Brasil, que seriam a GVT, a TIM, a Vivo e a Claro, e mostrou a vantagem competitiva que sua marca possuía quando entrou no mercado nacional (a Oi iniciou suas atividades no Rio de Janeiro): a convergência, já que a operadora foi pioneira na oferta de serviços triple play – telefonia fixa, móvel e banda larga. O gerente diz que essa vantagem não é fácil de ser copiada, mas o tempo passou e os competidores buscaram ofertas parecidas e market share.
Hoje, a operadora brasileira busca estratégias para voltar a obter vantagem comercial sobre as outras, mas segundo o gerente, buscar essa vantagem já não é tão simples.
Wolynec informa que a Oi possui diversos tipos de conta, mas a ação também é encontrada nas concorrentes. “O grande desafio da IC é você ter a idéia antes do seu concorrente e aplicá-la de uma forma que seja muito difícil de copiá-la ou aprimorá-la, e se der para aprimorar que seja você mesmo a fazer isso. É o fato de ser difícil de copiar que torna sua estratégia boa ou excelente, pois todas as idéias são boas, mas são as excelentes que te levam aos melhores resultados”, finaliza.

