Juntas, as companhias faturam R$ 20,9 bilhões e geram 75 mil empregos diretos.
O presidente executivo da Telcomp, João Moura, afirmou durante o VI Seminário da Telcomp de 2013, que há um conjunto de operadoras competitivas – excluindo as grandes – que estão no mercado desde 2000 e tem sobrevivido, mesmo em meio à ‘turbulência’ e momento desafiador do setor.
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Segundo o gestor, juntas, essas empresas têm 447 mil km de redes de fibra óptica e de rádio. “Quase o que detém um grande grupo”, compara, e em faturamento as empresas representam 9,7% do total do setor, cerca de R$ 20,9 bilhões, e geram 75 mil empregos diretos. “No momento em que empregos de telecom tendem a ser empregos qualificados, a contribuição para a economia é realmente importante”, ressalta.
Dentro do conjunto de 55 empresas que a Telcomp representa, essas empresas somam mais de 22, que atuam em diversas regiões do País e lidam com a carência de infraestrutura. Dessas prestadoras, apenas 6 cobrem toda sua região com fibra óptica. “As grandes operadoras, sem dúvida, têm uma presença fantástica no mercado, mas nem sempre têm flexibilidade para atender nichos. Nós temos uma carência de infraestrutura muito grande, não apenas em Manaus, mas em bairros de São Paulo”, lembra.
Para Moura, uma rede neutra pode ser uma saída lucrativa, mas a qualidade na prestação de serviço deve ser pensada. “Há oportunidades. A demanda é crescente e o país é imenso e as grandes operadoras nem sempre têm interesse em nichos”.

