A Oracle e a AMD anunciaram no início do mês passado que as GPUs AMD Instinct MI355X estarão disponíveis na Oracle Cloud Infrastructure (OCI) para oferecer aos clientes mais opções de infraestrutura. Segundo a empresa de nuvem, o custo-benefício da parceria será até duas vezes melhor para treinamento de inteligência artificial (IA) em larga escala e cargas de trabalho de inferência em comparação à geração anterior.
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A Oracle oferecerá clusters de IA em zettascale acelerados pelos mais recentes processadores AMD Instinct com até 131.072 GPUs MI355X para possibilitar que os clientes criem, treinem e infiram IA em escala. Segundo ela, isso é o suficiente para dar suporte a novas aplicações de IA que exigem conjuntos de dados maiores e mais complexos. O AMD Instinct MI355X oferece quase o triplo de poder de computação e um aumento de 50% na memória de alta largura de banda do que a geração anterior, completa a companhia.
“A AMD e a Oracle compartilham um histórico de fornecer aos clientes soluções abertas para acomodar alto desempenho, eficiência e maior flexibilidade de design de sistema”, disse Forrest Norrod, vice-presidente executivo e gerente geral do Data Center Solutions Business Group da AMD. “A última geração de GPUs AMD Instinct e NICs Pollara na OCI ajudará a dar suporte a novos casos de uso em inferência, ajuste fino e treinamento, oferecendo mais opções aos clientes à medida que a adoção da IA cresce”, explica Norrod.
Infraestrutura criada para a IA
As instâncias com tecnologia AMD Instinct MI355X na Oracle Cloud Infrastructure foram desenvolvidas para oferecer desempenho superior, alta flexibilidade em nuvem e compatibilidade com software de código aberto. Elas atendem especialmente aos clientes que operam modelos de linguagem de larga escala e cargas de trabalho intensivas de inteligência artificial.
Com até 2,8 vezes mais taxa de transferência em relação à geração anterior, essas GPUs permitem resultados mais rápidos e a execução de modelos mais robustos, com menor latência. Seu design com 288 gigabytes de memória HBM3 e até oito terabytes por segundo de largura de banda garante que mesmo os maiores modelos possam ser processados inteiramente em memória, acelerando tanto o treinamento quanto a inferência.
O suporte ao novo padrão FP4 de 4 bits também permite a implementação mais econômica de modelos modernos de IA generativa, com eficiência e velocidade elevadas. Todo esse poder computacional está integrado a um novo cluster com arquitetura densa e sistema de resfriamento a líquido, capaz de atingir até 125 quilowatts por rack, com 64 GPUs de 1.400 watts cada — configuração ideal para cargas exigentes.
A estrutura foi projetada para atender à produção em larga escala, com otimização para aplicações baseadas em agentes, resposta rápida e alto volume de tokens por segundo. Complementando o conjunto, um nó principal robusto com CPUs AMD Turin de alta frequência e até três terabytes de memória permite orquestração de tarefas e processamento de dados com alto desempenho.
Além disso, a pilha de software aberta AMD ROCm proporciona aos desenvolvedores liberdade para adaptar seus projetos sem amarrações a fornecedores específicos. Por fim, a Oracle será a primeira nuvem a integrar as novas NICs AMD Pollara às suas redes de backend, viabilizando conectividade de baixa latência com suporte a RoCE avançado e padrões abertos do Ultra Ethernet Consortium, para entregar máxima eficiência em redes de alto desempenho.
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