VoIP

Ostara promete reduzir perdas de provedores de acesso à web

Empresa, que entra em operação em julho, tem como estratégia oferecer tecnologia VoIP a provedores independentes que sofrem a concorrência das grandes concessionárias e operadoras de cabo.

A Ostara Telecomunicações é mais uma novidade no mercado de operadoras VoIP. Com entrada em operação prevista para julho deste ano, a empresa pretende começar a atuar primeiro através de parcerias com provedores de Internet. “A idéia é oferecer a tecnologia para provedores que tenham clientes de banda larga e que estejam sofrendo um ataque das grandes concessionárias e operadoras de cabo, que oferecem promoções com o VoIP incluso. Assim, meus clientes iniciais serão os provedores independentes que querem ter essa ferramenta para fidelizar seus usuários”, explica José Francisco Cavalcanti, diretor da Ostara.

Cavalcanti traz para a nova empresa sua boa experiência em telefonia IP: trabalhou para a operadora VoIP TMais, sendo responsável pela montagem da plataforma da empresa em São Paulo. “Eu tinha toda o knowhow de como montar e operar um serviço VoIP. Quando quis sair da TMais foi para fazer uma operação minha, pois achei que existia uma oportunidade. Eu conheço as facilidades e dificuldades do negócio”, afirma.

A Ostara já conseguiu as licenças SCM e STFC da Anatel para operar chamadas locais, de longa distância e internacionais. Também possui um código de operadora (53) e toda a numeração para São Paulo e Rio de Janeiro. Agora a empresa se encontra em processo de conexão com as concessionárias. “É o processo mais delicado, tenho que conversar com todo mundo para não ficar isolado. Já consegui fechar acordo com duas grandes operadoras, faltam as outras”, diz o diretor.

A divulgação da marca, a princípio, não é prioridade da Ostara. Como fornecerá a solução para os provedores, ficará a cargo deles a divulgação ou não do dono da tecnologia. “A estratégia de lançamento é através dos provedores, não diretamente para o usuário final. O cliente na ponta tem um custo de aquisição que em minha estratégia é proibitivo”, comenta Cavalcanti.

No entanto, a abordagem do usuário final não está descartada do futuro da empresa, quando tiver um porte econômico maior. “Agora quero fortificar minha base, não minha marca. Depois isso pode amadurecer”, finaliza. A expectativa do executivo, também parceiro da GoVoIP para a oferta de infra-estrutura, é atingir 50 mil clientes nos dois primeiros anos de operação.

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *