Latência em WAN deve ser monitorada.
A segunda palestra do IP Meeting Campinas 2011 foi ministrada por Daniel Sant’Anna, diretor regional de vendas da Riverbed. Sant’Anna falou sobre as dificuldades atuais que gestores de redes enfrentam, e os improvisos comuns para enfrentamento de problemas como latência, por exemplo. A saída apontada: otimização de rede e aceleração de aplicações para impactar os negócios e a produtividade.
Com a gestão corporativa profundamente modificada pela conectividade, e levando em conta que 67% dos CIOs têm como meta para 2011 ampliar a produtividade da força de trabalho, a velocidade das redes é fundamental. Segundo Sant’Anna, quanto maior a produtividade maior a exigência por banda. “É necessário que o departamento de TI sente-se com os gestores para definir e entender o que a empresa pretende para os próximos anos, e se preparar para as demandas de negócio”, diz.
Consolidar os servidores em data centers pode ser uma boa solução para aliviar as redes nas empresas e diminuir a lentidão. “A consolidação traz economia de energia, maior velocidade e ajuda na virtualização, mas ao mesmo tempo torna lento o acesso a certos serviços”, diz Sant’Anna.
Para o diretor, o sistema mais vantajoso é a otimização seguida de consolidação. Em alguns casos, a performance pode ser acelerada em até 20 vezes, com a otimização de arquivos, internet, email e até voz e vídeo. O método é capaz de alavancar a economia possível através da nuvem, proteger dados com maior regularidade e menor custo. Os problemas na rede podem ser resolvidos até 83% mais rapidamente.
A Riverbed oferece hoje três produtos para otimização. O Cascade monitora performance de rede. Ele analisa e “aprende” como funciona o tráfego na rede em que está instalado, para depois identificar pontos passíveis de otimização. Além disso, é capaz de analisar a real largura de banda fornecida pelas operadoras de rede.
O segundo produto é o Steelhead, um otimizador de rede capaz de acelerar aplicações em até 100 vezes. Ele reduz a utilização de banda entre 65% e 95%. Permite consolidação, computação em nuvem e DR mais efetivo, trazendo impacto no processo de virtualização, rollouts e mobilidade. O Steelhead é capaz de fazer QoS dentro do próprio data center e reduz a latência para aumentar a performance.
O terceiro e último produto é o Whitewater, acelerador de armazenamento em cloud computing, agilizando o backup e o recovery de dados. Ele envia os dados locais para a nuvem automaticamente, já comprimidos e, portanto, mais velozmente, reduzindo custos em até 50%. “Aqui ainda não é tendência fazer esse tipo de backup”, diz Sant’Anna, explicando porque o Whitewater ainda não é ofertado no Brasil.
“O desafio hoje de vocês é integrar todos os tipos de soluções, dispositivos e plataformas. O que a Riverbed enxerga? Que para isso é necessário otimização”, completa Sant’Anna.

