De acordo com a última edição da TIC Empresas, estudo sobre o uso de tecnologias da informação e comunicação em empresas feito pelo CGI.br, aponta que 60% das pequenas empresas aderiram ao outsourcing de equipamentos de TI, enquanto em companhias de médio porte chegam em 63%. Apesar das principais ofertas focarem na locação de computadores e outros dispositivos de informática, provedores desse serviço apontam que a rede como serviço (NaaS) também ganhou espaço no mercado.
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A Arklok observa um aumento na demanda por locação de equipamentos de rede. “Os clientes que já possuem contratos de Notebooks e Desktops estão em busca de novas soluções de cross selling, por exemplo”, diz Renan Torres, vice-presidente da empresa. A Arklok chega a desenvolver, através dos seus times de engenharia e pré-vendas, o projeto técnico da rede de uma empresa para entender qual é a melhor solução entre seus parceiros de equipamentos.
“Tudo depende do que o cliente nos pede. A partir disso, criamos uma infraestrutura completa para ele que vai desde o wireless até dispositivos de segurança para os equipamentos conectados a uma rede, por exemplo”, explica.
Na Positivo Tecnologia, que tem uma área de outsourcing – a Positivo as a Service – o modelo de negócios é um pouco diferente. Por ser uma fabricante, ela disponibiliza o seu próprio portfólio para locação. Dentro desse modelo, também entrega soluções de rede e conta com parcerias de diversos fabricantes globais de hardware e software para complementar a oferta de locação.
Há demanda pelo NaaS, como diz Fabio Alejandro Lopes da Silva, diretor de hardware como serviço na Positivo Tecnologia, mas a procura maior é por servidores e hiperconvergência no modelo as a service. “Nesse caso, ofertamos para nossos clientes soluções turnkey, ou seja, com o fornecimento de todos os componentes de hardware, implementação e suporte”, explica ele. O mesmo vale para equipamentos de rede.
O que atrai no outsourcing
Torres, da Arklok, diz que a locação da infraestrutura de TI traz praticidade e facilita o capital de giro das empresas. No caso de redes como serviço, a vantagem está no suporte e no gerenciamento terceirizado dessa infraestrutura, que retira da empresa a necessidade de uma equipe especializada. Além disso, os clientes podem aderir a equipamentos sem se preocupar com sua depreciação.
Os processos de digitalização também forçam as empresas a partir para modelos mais práticos. Segundo Silva, da Positivo, as equipes de TI ganham mais protagonismo para coordenar estratégias de negócio. Nesse contexto, gerenciar ativos pode funcionar como um âncora para a área. “Os departamentos de TI precisam cada vez mais encontrar parceiros estratégicos para auxiliá-los. Assim, liberam os times para focar em soluções estratégicas relacionadas à transformação digital e o crescimento das empresas.”
Por isso, empresas do mercado corporativo em geral estão de olho no modelo de outsourcing, aponta o Silva. “Felizmente a adesão tem sido excelente e temos registrado crescimento de três dígitos”, afirma.
Na Arklok, por exemplo, já são 900 clientes em carteira, entre eles estão grandes empresas de diversos segmentos, farmácias, empresas do varejo, entre outras. “E nos últimos meses o público SMB (Pequeno e Médio Empresário) também passou a ser o foco dos clientes da Arklok”, diz Torres. “O modelo de full outsourcing de TI veio para ficar e cada vez mais o mercado demanda por essas soluções.”
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