Batizado de “3G Mobile Broadband Penetration And Usage – Brazil”, levantamento feito pelo Yankee Group a pedido da Ericsson identificou os padrões de uso dos assinantes após quase 1 ano e meio desde os primeiros lançamentos comerciais do serviço.
Estima-se que, em 2008, o Brasil tenha atingido a marca de 1,6 milhões de assinantes WCDMA e cerca de 500 mil usuários de EVDO. Desse grupo, os usuários de modem/placa representam a maioria dos assinantes 3G com um total de 1,2 milhões de usuários (final de 2008). A previsão é de que, até o final de 2009, os assinantes 3G representem um total de 4,6 milhões e cerca de 46 milhões em 2012, representando uma taxa de crescimento médio anual acumulado (CAGR 2007-2012) de 103%.
Os assinantes 3G estão utilizando o serviço em locais caracterizados pelo acesso banda larga fixo. A maioria (83%) utiliza o serviço em casa e 27% no escritório. Das pessoas que usam o 3G para finalidades profissionais, a maioria utiliza o serviço do escritório de clientes, demonstrando um perfil mais nomádico do que móvel.
O estudo revela ainda que apenas 26% dos planos 3G são corporativos. As empresas ainda estão em fase de análise do custo-benefício desta oferta como forma adicional ao acesso fixo à internet.
Mas este dado não significa que as pessoas não estejam utilizando o 3G para finalidades profissionais. Cerca de 42% dos usuários 3G fazem o uso misto profissional e pessoal, incluindo aqueles que pagam integralmente um plano pessoal mas o utilizam para realizar tarefas da empresa em que trabalham.
O estudo também demonstrou que a maioria dos assinantes são jovens com idades entre 20 e 30 anos (faixa que representa cerca de 72% do total de usuários 3G). Como o processo de adoção do 3G ainda está em fase inicial, os assinantes são membros dos segmentos de inovadores e “early adopters”, ou seja, pessoas que dão valor à inovações e se dispõem a usar uma nova tecnologia antes de uma adoção em massa. Estes dois segmentos se caracterizam por pessoas mais jovens (jovens adultos até os 30-34 anos).
A pesquisa “3G Mobile Broadband Penetration And Usage – Brazil” será atualizada a cada seis meses para identificar mudanças de comportamento e fornecer dados comparativos de crescimento desse serviço no País.

