Para Jorge Alves Dias, diretor comercial da People Solutions, o modelo de software sob demanda (ASP) pode garantir economia e competitividade às PMEs.
Diante do aumento de competitividade, causado principalmente pela globalização, a maior parte das empresas já compreendem a importância de investir em softwares que facilitam o monitoramento do mercado e dos clientes, auxiliando, consequentemente, na correta tomada de decisão. Os custos das ferramentas, porém, ainda são entraves que atrasam ou inviabilizam a adoção de soluções fundamentais para o crescimento do negócio, como Business Intelligence e CRM, – especialmente por parte de pequenas e médias empresas, que têm investimentos mais escassos que as companhias de grande porte.
Para atender à essa falta de recursos e também à demanda de empresas que preferem investir alto no core business da companhia, terceirizando todos os processos que não têm relação direta com o negócio da corporação, surgiram, já há alguns anos, modelos que oferecem o software como serviço ou que cobram apenas pela utilização das ferramentas requeridas.
Conhecido como SaaS (Software as a Service), o formato permite o pagamento de um fee mensal em troca da utilização de determinado software, desobrigando o usuário da compra de licenças dos programas. O modelo também atende às antigas reclamações de empreendedores que, apesar de utilizarem apenas algumas funcionalidades dos softwares em suas empresas, eram obrigados a pagar pelo valor total do programa.
“No modelo de software como serviço ou sob demanda, o cliente paga somente pelo que utiliza”, explica Jorge Alves Dias, diretor comercial da People Solutions, empresa especializada no desenvolvimento e implementação de programas de gestão empresarial, BI e CRM.
Focada em empresas de serviço e distribuição com faturamento acima de R$ 5 milhões anuais, a People Solutions atende a mais da metade de seus cerca de 100 clientes no modelo ASP (Application Service Provider), formato que permite que módulos ou softwares sejam disponibilizados via datacenter, com pagamento vinculado à demanda (utilização). Essa solução é indicada para clientes que não desejam investir em licenças de uso de softwares ou que não tenham infra-estrutura de hardware para rodar tais aplicativos, ou ainda para companhias que não queiram manter equipes de TI para gerenciar tal ambiente.
Apesar de ainda encontrar certa resistência por parte de algumas empresas – que se sentem inseguras em disponibilizar suas bases de dados fora de sua estrutura interna – o conceito de ASP coleciona experiências bem sucedidas, o que, juntamento com o aperfeiçoamento dos contratos de nível de serviço, têm encorajado mais empresas a optarem por esse tipo de aplicação.
“Desde que começamos a ofertar o modelo ASP – há cerca de sete anos – multiplicamos nosso número de clientes de pequeno e principalmente médio porte, segmentos extremamente competitivos, mas que antes não tinham recursos para investir em ferramentas estratégicas como ERP, BI e CRM”, comenta Dias.

