Segurança

Panda: só usuário pode frear ameaças virtuais

Na série “Vozes do Mercado”, Eduardo D’Antona, diretor corporativo da Panda Security, afirma que não basta contar com antivírus e ferramentas para garantir a segurança de uma corporação.

Ataques na internet crescem 22% em relação ao trimestre passado

Na mesma proporção em que a internet e aplicativos evoluem, os hackers criam novas formas de ataque aos usuários. Segundo um relatório da Panda Security, cerca de 55 mil vírus, spams e malwares são lançados na rede todos os dias. Na série “Vozes do Mercado” desta semana, o diretor corporativo e de TI da Panda Security Brasil, Eduardo D’Antona, explica a tendência de comportamento as empresas na área de segurança, com a chegada da era digital.
 
 
Convergência

Que tipo de segurança deverá ser utilizada, com a atual convergência dos serviços de Telecom?
 
Existem duas camadas de segurança na rede, a física e a lógica. A primeira se trata de convergência de dados e voz. Se alguém tiver acesso à camada física, também terá acesso a todas as chamadas da empresa, por exemplo, mas para isto existem bloqueios. Já sobre a lógica, ou seja, a parte de software, a empresa consegue, por exemplo, verificar todos os malwares e destruí-los. Neste caso, além dos antivírus tradicionais, é importante haver auditoria periódica.
 
 
4G
 
 
A tendência, inclusive das corporações, é a aposta na mobilidade. Com a chegada do 4G, que prevê o usuário 100% conectado, o que muda para a segurança móvel?
 
Na rede móvel, um dos riscos de mobilidade, é o usuário levar recursos existentes de uma rede para outra, fora dela. Isto é, você a expor a lugares protegidos. Um dos maiores casos, atualmente, é a conexão do aparelho móvel a um computador que esteja infectado. O problema real é, então, a ferramenta de proteção que você não consegue utilizar do mesmo jeito em casa e na companhia.
 
 
Wi-Fi
 
 
Com as redes Wi-Fi abertas, os usuários têm possibilidade de acessar redes não tão seguras. Como as empresas e os próprios clientes se previnem na utilização destas?
 
Atualmente o Wi-Fi já é seguro, devido aos vários tipos de chaves de acesso, que não existiam antes. Mas, de qualquer maneira, a internet cabeada ainda é mais segura. O caso é que a rede tem ficado mais segura porque muitas máquinas já vêm com firewalls. Hoje em dia, uma das menores preocupações são invasões por rede wifi.
 
 
Spammers
 
 
Qual a maneira mais utilizada por hackers, atualmente, na dissipação de malwares e vírus?
 
A maneira mais rápida de espalhar um código malicioso é através de spam e da utilização de botnets. Estas redes enviam bilhões de emails de softwares maliciosos para uma quantidade muito grande de usuários. Portanto, as empresas precisam ter a consciência de que existem ameaças. Sendo assim, elas precisam criar ferramentas não só para se proteger, mas também criar uma cultura para seus funcionários. Estes, em contrapartida, têm que entender que podem colocar a empresa em risco. Nesse caso, com todos cientes e um antivírus ligado, atualizado e que seja compatível com ambiente corporativo, bem como Ferramentas antispam e firewalls é possível garantir a segurança tranquilamente.
 
 
Era digital

Com a entrada da era digital na vida das pessoas, qual a tendência da segurança? Haverá mais ataques ou, com a evolução de equipamentos, estes se esvairão?
 
Quando se fala em segurança, vê-se algo que já aconteceu, ou seja, isto é um atraso. Acredito que, a cada dia, serão criados novos ataques, bem como serão feitos bloqueios também. Claro que a tendência é aumentar a quantidade de malwares com o passar do tempo. Hoje em dia, por exemplo, cria-se mais dados do que tudo que foi produzido, relacionado à tecnologia, desde o início dos tempos até os anos 2000. Consequentemente, a possibilidade de infecção cresce, é como um ciclo. O problema é que, quanto maior a capacidade de dissipação da fraude, mais estragos acontecem.
 
 
PNBL

Com o anúncio do PNBL e a intenção do governo de estimular a inclusão digital, naturalmente, com o tempo e o aumento de acessos, espera-se que os ataques aconteçam com mais frequência. As empresas de segurança já se preparam para atender essa demanda? Há algum projeto do governo com a Panda?
 
Nem por nossa parte e nem por parte do governo. Também não conheço nenhuma iniciativa para essa estandardização. No entanto, será necessária a criação de políticas, ou seja, leis vi
nculadas ao cibercrime, punições. Existe uma troca de informações entre todas as filiais da panda com relação ao que esta sendo feito no país, para o cibercrime ser diminuído.
 
 
Eventos iscas

Com eventos esportivos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas programados para acontecerem no Brasil, qual será a medida a ser tomada pelas empresas de segurança, visto que o tráfego de dados aumentará e, consequentemente, as ameaças também?
 
O grande problema é que, da mesma maneira que se pesca um peixe, se coloca uma isca mais atraente. É a mesma coisa pra esses eventos. As infecções provindas de outras redes e países não são detectadas prontamente quando chegam aqui. Portanto, assim como disse acima, tem que ser criada uma política de segurança. Por exemplo, uma máquina só pode acessar uma rede pública se tiver antivírus, com padrão mínimo, ativado. E estas regras, basicamente as empresas que fornecem a internet podem criar.

 

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