A rede criminosa utiliza uma página da web e pode atingir usuários do Twitter, Facebook, MySpace, Gmail, Youtube e Yahoo.
O PandaLabs, laboratório anti-malware da Panda Secutiry – The Cloud Security Company – alerta sobre uma rede de vendas de bots (robôs virtuais) especializados em atacar os usuários de redes sociais e serviços de webmail. A rede criminosa utiliza uma página da web disponível ao público que oferece um vasto catálogo de programas destinados a causar prejuízos a usuários de redes sociais e serviços de webmail, incluindo Twitter, Facebook, MySpace, Youtube, Gmail, Yahoo, entre outros. Por razões de segurança, a empresa não divulga o endereço web utilizado para o crime.
Os bots são desenvolvidos para diversas atividades como, criação de várias contas, ao mesmo tempo, em redes sociais; roubo de identidade, amigos, seguidores ou contatos e envio automático de mensagens. Segundo a página da web criminosa: “Todos so Bots trabalham da maneira convencional. Eles capturam Ids de amigos/nomes e enviam automaticamente solicitação para contatos, mensagens e comentários”.
“Ainda estamos investigando, mas este é outro exemplo de lucratividade que os malwares representam para os cybers criminosos”, diz Luis Corrons, diretor técnico do PandaLabs.
De acordo com Ricardo Bachet, diretor de varejo da Panda Security no Brasil, o simples ato de adquirir ferramentas em sites desta natureza já configura crime ou intenção de crime por parte dos usuários. “Além de ficar sujeito às penalidade legais, o internauta que se dispões a interagir com este tipo de site também é fortíssimo candidato a se tornar uma vítima”, completa o executivo.
Os preços dos bots no site descoberto pelo PandaLabs variam entre 95 e 225 dólares. Já o catálogo completo pode ser comprado por 4.500 dólares e afirma ter a garantia de que nunca será detectado por nenhum tipo de solução de segurança, alegando que os bots foram desenvolvidos para alterar os usuários, agentes e cabeçalhos quantas vezes forem necessárias para evitar que sejam bloqueados. Eles também conseguem burlar os mecanismos de segurança CAPTCHA (anti-robótico) que estão inclusos em diversos sites.
Assim, o comprador só tem que definir os parâmetros e deixar os bots operarem por conta própria. Além disso, o site afirma que os bots incluem atualizações eternas.
Algumas das atividades incomuns para quais os bots foram projetados incluem um procriador automático de visitas e visualizações para os vídeos do YouTube, otimização dos rankings no Alexa, adulteração de votos no Digg e envio ilimitado de mensagens em sites de namoro, como o DirectMatches.
Os bots são adaptados especialmente para cada site e a lista de alvos não incluem somente as redes sociais ou comunidades populares mundialmente, mas também sites nacionais.
“No mesmo portal, há também uma oferta para ganhar dinheiro por revender esses “produtos”, como se fosse uma filial. E são esses tipos de modelos que ajudam a construir cyber máfias e organizações que operam em vários países. Nós ainda não devemos esquecer que esta emprsa não existe apenas porque existem desenvolvedores, mas também porque existem criminosos que estão dispostos a pagar por eles. Enquanto não formos capazes de impedir as pessoas de fraudarem suas vítimas desta forma, este modelo de negócio continuará a prosperar”, conclui Corrons.

