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Para Brasscom: desoneração tributária aumenta a competitividade

Presidente da entidade, Antonio Gil, enfatiza que a desoneração no custo do trabalho é primordial para oferecer e exportar serviços de tecnologia da informação no mundo. Na Índia, o valor chega a ser quase a metade do que é cobrado por aqui.

Apesar da regulamentação do governo em 2009 sobre/ a Lei 11.774, que permite a redução da contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por empresas brasileiras exportadoras de tecnologia da informação e comunicação (TIC), a Associação Brasileira das Empresas de TIC (Brasscom) considera que ainda é necessário fazer mais coisas na área tributária para elevar a competitividade do setor nacional. “Isso representa, aproximadamente, uma redução de 10% a 15% da carga tributária para a exportação”, informou em uma entrevista à Agência Brasil o presidente da Brasscom, Antonio Gil. “Foi muito positivo e vai dar uma competitividade maior para as empresas brasileiras”.
 
Gil afirmou, entretanto, que os custos da mão de obra nacional são muito altos e equivalem ao dobro do custo de países como a Índia. “Na verdade, a nossa capacidade em TI, que é reconhecida no mundo inteiro, é que vai nos ajudar a fazer ofertas diferenciadas porque em termos de mão de obra a gente não tem condições de competir”, avaliou.
 
Antonio Gil reiterou a necessidade de que haja uma desoneração na parte do custo do trabalho. “Já houve parcialmente, por conta da regulamentação dessa lei, mas ainda não é suficiente”. Um exemplo citado por ele é que uma hora de trabalho de um profissional do setor de TIC no Brasil custa, em média, US$ 50 e na Índia, o valor é de até no máximo US$ 30.
 
Uma questão crítica para a indústria levantada está relacionada à legislação de terceirização que, segundo o presidente da Brasscom, cria passivos para as empresas. Também existe o problema do aumento das alíquotas para seguro de acidentes de trabalho. “Era descontado 1% da folha e agora foi alterado, podendo chegar a até 6% da folha, dependendo do tipo de empresa. São ônus que atrapalham bastante o setor”, disse Gil.
 
Segundo ele, as oportunidades são grandes para o setor de TIC, tanto no mercado interno quanto externo. O campo com maior potencial de crescimento para o setor brasileiro é o de serviços financeiros, onde o país é o mais avançado do mundo, seguido pela indústria de distribuição e manufatura. O presidente da Brasscom afirmou que a qualificação do profissional brasileiro em TIC “é excepcional”. O que falta no país “é escola e banda larga”, disse. Atualmente, há cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalhando nessa indústria no Brasil.
 
Para ele, é necessário que a sociedade brasileira entenda de que a participação nacional no mercado externo de TIC é muito reduzida. “O mercado mundial de offshore (terceirização de serviços fora do país de origem) será de US$ 100 bilhões e o Brasil exporta apenas US$ 3 bilhões”.
 
O presidente da Brasscom lembrou ainda que o mercado brasileiro atrai também empresas estrangeiras que querem se instalar no País, com o objetivo de exportar serviços e por isso é preciso ampliar a competitividade.
 
Fonte: Agência Brasil
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