Negócios

Para buscar novos negócios, ISPs precisam apostar na oferta de tecnologia

A oferta de tecnologia é o caminho das pedras para que provedores possam trazer mais valor ao seu portfólio de produtos e conquistar novas fontes de receita. Tiago Fuzineli, gerente de Engenharia da Agora Distribuidora, que palestrou sobre o tema durante o Encontro Nacional Abrint 2024, destaca que entender a necessidade dos clientes e trazer mais serviços é a forma de se diferenciar no mercado e não depender apenas da oferta de banda larga.

Exemplos de estratégias não faltam. Para os provedores que atendem consumidores finais, estruturar novos planos de negócio com rede mesh, o chamado Wi-Fi Premium, já precisa ser uma opção. E Fuzineli diz que dá pra ir além, ofertando o que chamam hoje de FTTR, que é a fibra até o quarto do cliente. A ideia aqui é conectar repetidores direto com a fibra, aumentando drasticamente a qualidade da internet para o cliente.

Isso abre espaço para clientes mais adeptos a alta tecnologia, que consomem muito vídeo ao vivo, streaming em 4K, jogos online que precisam de banda para não travar, entre outras funções, e também habilita ofertas de automação residencial e videovigilância. Já para ISPs que trabalham com o setor corporativo, é possível adaptar a oferta para o FTTO, que leva a fibra para cada sala do escritório.

Outra opção de oferta que Fuzineli costuma ver entre seus clientes é a videovigilância para condomínios e shoppings. Aqui, a ideia é oferecer todo o equipamento necessário, desde câmeras inteligentes com sensor de movimento, temperatura e reconhecimento facial, até sistemas de análise e armazenamento em nuvem, além de, claro, a conectividade desses dispositivos.

Ofertas de nuvem, inclusive, também são interessantes para provedores, que podem usar tanto modelos white label de provedores de nuvem pública quanto montar seu próprio data center para oferecer o serviço.

Claro que isso faz com que o provedor acabe se afastando de seu negócio original e se torne praticamente um integrador de tecnologia, mas isso não seria algo ruim. “Isso é legal porque ele consegue captar uma receita maior e investir parte dessa nova receita na própria infraestrutura, abrindo espaço para melhorar ainda mais os serviços e trazer novas ofertas”, explica o executivo.

 

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