Negócios

Percepção de empresas sobre IA em segurança eletrônica sofre reviravolta em dois anos

A quarta edição do Relatório de Segurança Eletrônica – Panorama 2025 e Tendências 2026, da Avantia, mostra como a inteligência artificial (IA) sofreu uma guinada no mercado de segurança eletrônica em apenas dois anos. Enquanto em 2022 apenas 32,8% das empresas investiam em IA, o estudo realizado no final de 2025 aponta que 95,2% das organizações a colocam no topo das prioridades para 2026.

CONTEÚDO RELACIONADO: Aplicações corporativas de GenAI enfrentarão aumento de incidentes de segurança, avisa Gartner

O estudo contou com a participação de 105 organizações de diferentes portes e setores, como tecnologia, indústria, setor público, serviços, logística, energia, construção e agronegócio. A maioria das empresas é brasileira, com presença de multinacionais, e os respondentes ocupam cargos estratégicos, como CEO, CIO, CTO e gestores de segurança.

A inteligência artificial aparece como a tecnologia com maior impacto esperado. Em seguida, aparecem a integração de sistemas críticos (44,8%) e o uso de video analytics e reconhecimento inteligente (41,9%).

Setor é impulsionado pela tecnologia

O levantamento aponta que o setor de segurança eletrônica mantém trajetória de expansão. Em 2024, o faturamento médio do mercado chegou a R$ 14 bilhões, segundo dados do Panorama ABESE 2024/2025, com crescimento de 16,1%. O avanço é impulsionado principalmente pela digitalização, pela integração entre segurança física e digital e pela expansão do 5G, que amplia a conectividade de dispositivos IoT, videomonitoramento em alta resolução e soluções em nuvem.

O estudo também identifica desafios relevantes enfrentados em 2025, como infraestrutura de segurança física obsoleta (31,4%), dificuldade de treinamento e qualificação de profissionais (29,5%) e escassez de talentos na área (28,6%). A integração de novas tecnologias e a modernização dos sistemas legados também aparecem como entraves importantes.

Tendências para 2026

Para 2026, as prioridades estratégicas das organizações estão concentradas em proteção de dados e cibersegurança (62,9%), redução de riscos operacionais (50,5%), inovação tecnológica (44,8%) e eficiência com redução de custos (42,9%). O relatório aponta ainda que o cenário é otimista para investimentos: 53,3% das empresas pretendem ampliar os aportes em segurança eletrônica, enquanto 39% devem manter os valores atuais e apenas 7,6% indicam redução.

Entre as principais tendências, destacam-se a convergência entre Internet das Coisas, inteligência artificial e redes 5G, o avanço da automação com sistemas mais autônomos, o protagonismo do videoanalytics e do reconhecimento inteligente, além da integração entre segurança física e cibersegurança. A proteção de dados também ganha centralidade, com aumento das preocupações com ataques sofisticados, uso malicioso de IA e necessidade de criptografia mais robusta.

Participe das comunidades IPNews no InstagramFacebookLinkedIn e X. 

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *