Dados da pesquisa “Primeiríssima Infância – Interações na Pandemia: Comportamentos de pais e cuidadores de crianças de zero a três anos em tempos de covid-19″, apontam que o uso de celulares e tablets em todas as classes sociais ficava em 15% para crianças na faixa etária estudada. O salto foi de 59% durante os meses de isolamento.
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O estudo buscou entender o impacto do período de isolamento social dentro dos núcleos familiares e nas relações dos cuidadores com as crianças pequenas no período de março a dezembro de 2020. Ele foi elaborado sob consultoria da Kantar Ibope Media para a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.
Segundo a fundação, o aumento da exposição de telas a crianças é um ponto de atenção. As telas representam uma distração passiva, que, em excesso, pode ser prejudicial para o desenvolvimento da criança. A instituição defende que é preciso considerar a idade, o tempo de exposição e ter sempre um adulto acompanhando para não haver prejuízo nessa fase.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que se evite a exposição a telas para crianças com menos de dois anos e que se limite o chamado “tempo de tela” a no máximo uma hora por dia para crianças entre dois e cinco anos. Alta exposição a telas na primeira infância pode provocar ainda enxaqueca, hiperatividade, alteração do sono, entre outros, segundo a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.
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