Pesquisas

Pesquisa aponta expansão do mercado M2M

De acordo com o Beecham Research, nos próximos cinco anos aproximadamente 100 milhões de produtos desse segmento serão comercializados no mundo.

O instituto de pesquisa Beecham Research aposta que a largura de banda (termo utilizado em telecomunicações para definir a quantidade de bits que uma rede suporta) para aplicações M2M (máquina-a-máquina) crescerá expressivamente nos próximos 10 anos. A pesquisa estima que, até 2014, um total de 100 milhões de consumidores de produtos nesse segmento atingirão, principalmente por meio de celulares e outros serviços de redes móveis.
 
As previsões apontam ainda que os produtores de M2M devem estar preparados para demandas extremamente variadas e complexas que surgirão do mercado e dos clientes futuros. “Por um lado, os módulos se tornarão tecnicamente mais complexos e, por outro, as operações e aplicações deverão ser mais simples dentro do amplo portfólio de serviços necessários e requisitados”, avalia o vice-presidente da Telit Wireless Solutions para a América Latina, Marcos Kinzkowski.
 
Pesquisadores do Beecham Research enfatizam que para o mercado não parar, será necessário repensar o modelo de uso das aplicações M2M no dia-a-dia, já que os produtores não poderão simplesmente se posicionar como meros fabricantes de módulos. De acordo com a instituição, eles precisarão agir como provedores de serviços e, a fim de transformar esse paradigma em sucesso, seguir fatores como: alta qualidade, escalabilidade dos negócios, proteção de investimento e facilidade de integração serão cruciais.
 

Para o executivo da Telit Wireless, no Brasil, embora tímido e insipiente, o mercado demonstra bom potencial em M2M e está aos poucos se adaptando às exigências dos consumidores e necessidades dos negócios. O setor de segurança é o que mais se destaca no país, onde cresceu, só em 2008, cerca de 13% conforme aponta a Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança). “Acreditamos na força deste mercado no Brasil e por isso a Telit está investindo em parcerias com empresas locais e inovação por meio dos nossos centros de pesquisa em R&D”, afirma Kinzkowski.

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