Entre softwares piratas e venda ilegal pela web, as regiões sul e sudeste mantêm a liderança no ranking.
No mesmo período, a polícia recebeu 468 denúncias sobre empresas que estavam supostamente com suas bases instaladas irregularmente.
A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), a Business Software Alliance (BSA) e a Entertainment Software Association (ESA) divulgaram o saldo dos esforços de combate à pirataria, realizados no mês de março. Segundo as entidades, o trabalho coordenado entre todas as esferas da polícia do País resultou no total de 116 mil CDs falsificados apreendidos e um saldo de 66 operações, montante 29% acima do alcançado em fevereiro.
Nesse cenário, o levantamento revela que as regiões sul e sudeste foram responsáveis por 94% do volume de mercadorias capturadas. “Foz do Iguaçu, São Paulo e Rio de Janeiro, três áreas extremamente impactadas pela pirataria em função de suas localizações e por serem importantes pólos comerciais, foram as praças com maior saldo de apreensão”, comenta Antônio Eduardo Mendes da Silva, coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da ABES. “Isso reforça todo o esforço que precisa ser feito para reverter a situação nessas localizações”, complementa.
De acordo com as associações, outro destaque alcançado no período foi o combate à pirataria corporativa. Em março foram recebidas 468 denúncias, por e-mail e telefone, sobre empresas que estavam supostamente com suas bases instaladas irregulares. “Tivemos um salto de 45% em termos de denúncias e de 122% de ações iniciadas contra essas companhias”, detalha Mendes da Silva.
Segundo ele, as entidades enviaram ainda 239 notificações contra as empresas infratoras. O monitoramento da venda de produtos piratas na internet também registrou avanços. Ao todo foram retirados do ar 1,4 mil anúncios de produtos ilegais, valor 15% maior que o período anterior, além de 25 websites utilizados para a mesma finalidade.
No mesmo período de investigações e ações policiais, também foi realizado o programa de “Capacitação em Antipirataria” que aconteceu nas cidades de Guarulhos e de Fortaleza. Na ocasião 102 agentes públicos receberam uma série de informações técnicas e jurídicas sobre o crime de pirataria. Além disso, as entidades também realizaram palestras para 75 universitários das regiões, mostrando como tem sido o impacto da pirataria na geração de seu futuro emprego.

