Aumentar a concorrência, diminuir custos, melhorar a experiência do consumidor, trazer inclusão financeira e melhorar a eficiência da economia são os princípios para o desenvolvimento do Pix, segundo o Banco Central. Esses foram alguns dos pontos discutidos no “Roda Viva da Inovação – Open banking e Pix”, webinar promovido pela Capco, consultoria global de gestão e tecnologia em serviços financeiros.
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O Pix é um novo meio de pagamento, desenvolvido para aproveitar a tecnologia de smartphones e com o objetivo de aumentar eficiência dos pagamentos de varejo. “O dinheiro é o instrumento de pagamento com o maior custo social. Há o custo de produção, de armazenamento, distribuição e segurança. Por isso, o processo de eletronização tem a capacidade de aumentar a eficiência da economia do país”, afirma Breno Lobo, responsável pela implementação do Pix e chefe de Subunidade no Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central (BC).
Ele explicou que hoje existem cinco principais meios de pagamento digital: TED, DOC, boleto, cartão de débito e cartão de crédito. Comparando com estes meios, o Pix será o instrumento no qual o beneficiário receberá mais rápido seus recursos. E vale ressaltar que, diferentemente da TED, o Pix estará ativo todos os dias, 24 horas por dia, mesmo no fim de semana.
A facilidade para integração de dados e sistemas, a segurança (com processos de autenticação ao longo da cadeia), o ambiente aberto (cerca de 900 instituições estão no processo de adesão) e a gestão por um agente neutro – o Banco Central – são outras características fundamentais do novo meio de pagamento.
Simplificação nos pagamentos
Uma das principais formas de fazer uma transação com o Pix será com o uso de QR codes lidos pelas câmeras dos celulares dos usuários sem a necessidade de aplicativos específicos. Como não é necessário mais nenhum equipamento, pequenos negócios podem aderir facilmente ao modelo.
“O potencial disruptivo do Pix irá trazer uma simplificação da cadeia de pagamentos, permitindo interações diretas entre negócios e consumidores, sem a necessidade de intermediadores”, diz Luciano Sobral, diretor executivo da Capco.
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