Banda Larga

Plano Nacional de Banda Larga deve custar R$ 30 mensais

Junto a esta previsão, Secretário do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, também defende que a criação de um backbone nacional com alta capacidade seria uma estrutura neutra e que incentivaria a concorrência.

O secretário de Logística e Tecnologia do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, esteve presente no lançamento da pesquisa TIC domicílios, realizada pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) nesta terça-feira (6). Entre os assuntos abordados, Santanna afirmou que a reunião para decidir os pontos finais do Plano Nacional de Banda Larga acontecerá na próxima quinta-feira, 08 de março. Além disso, ele adiantou que o custo da conexão ao usuário final será fixado em torno de R$ 30,00.
 
Segundo o secretário, ainda não é possível determinar qual o número de assinantes será suficiente para que as operadoras tenham lucro sobre o investimento feito (ROI) na implementação do projeto. “Não podemos definir isso ainda, dependerá do provedor que teremos disponível”, comenta.
 
Quando perguntado sobre a estagnação da banda larga móvel demonstrada na pesquisa do NIC.br – o índice de uso do celular para acessar à internet permanece entre 5 e 6% desde 2005 – Santanna explicou que “temos dois fenômenos que colaboram com isso atualmente. A saturação do backhoul e a falta de interesse das operadoras para atender cidades muito remotas”.
 
Sobre as discussões em relação ao preço da banda larga móvel e um possível aumento da qualidade no serviço, Santanna defende que a criação de um backbone nacional com alta capacidade seria uma estrutura neutra e que incentivaria a concorrência. “Porque só com concorrência, eu acredito na queda dos preços. Além disso, precisamos checar as tarifas abusivas de interconexão que algumas operadoras cobram, o que também facilita o alto custo para o usuário final”, completa.
 
Para finalizar, o secretário disse que o plano não foi fechado ainda “porque, além de faltar interesse da iniciativa privada, falta criatividade e inovação no modelo de negócios. Se as operadoras não quiserem, alguém vai ter que fazer e levar acesso à população por custo reduzido”, argumenta.
 

O Plano, que está em fase de aprovação, deverá atingir grande parte da população brasileira que não têm acesso à internet, com baixo custo.

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