Banda Larga

Plano Nacional de Banda Larga fica para 2011

Durante reunião realizada nesta terça na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCTCI), o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, diz que até o fim de 2010 o governo pretende lançar as diretrizes do programa.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, admitiu nesta terça-feira, 09 de março, que o Plano Nacional de Banda Larga não deverá ser implantado neste ano. No entanto, ele disse que até o fim de 2010, o governo federal pretende finalizar as diretrizes do projeto.
 
"É evidente que o Plano Nacional de Banda Larga não será realizado neste ano. Só um louco acharia que, até o fim do ano, nós teremos banda larga em todo o País. Você vai é discutir um plano que permita avançar neste ano e nos próximos anos", disse o ministro, ao participar de audiência pública para discutir o tema na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado.
 
Segundo o assessor especial da Presidência da República, Cezar Alvarez, que também participou da audiência e coordena a elaboração do projeto, o objetivo do Plano para 2010 é alcançar de 200 a 300 cidades e atender os pontos de governo, como órgãos da administração federal, entre eles hospitais, postos de saúde e delegacias.
 
Para isso, o governo usaria redes de fibras ópticas das estatais, como Eletrobrás e Petrobras.Tanto o ministro quanto Alvarez concordam que a meta do governo é fornecer o serviço de internet rápida a toda a população brasileira com qualidade e preços baixos e que, se for necessário, o governo prestará os serviços onde não interessa à iniciativa privada.
 
Trasmissão de TV em celular

Na mesma audiência, Franklin Martins defendeu a aprovação do Projeto de Lei nº 29, que permite às operadoras de telefonia móvel a condição de transmitir programação de TV por meio do celular. “Dá para sentar por um tempo no vulcão, mas em um momento ele entra em erupção, porque são forças muito mais fortes e poderosas de interesses corporativos. [As emissoras de TV] não são capazes de dar conta da complexidade e do dinamismo que estamos enfrentando”, argumentou Franklin.

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