Futurecom 2009

PMEs são alvo da oferta de UC como serviço

No painel do Futurecom 2009, especialistas de tecnologia avaliam que a comunicação unificada está disponível a qualquer tipo de empresa, quando oferecida como serviço.

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Porém, ainda existem muitas barreiras a serem vencidas, como a falta de legalidade entre as soluções.

Os investimentos em Comunicação Unificada não são vistos como planos secundários. Diariamente as empresas adquirem as soluções, com perspectivas além da redução de custos, mas com experiências e produtividades. Durante o painel “Comunicações Unificadas Aumentando a Produtividade e a Racionalização das Empresas”, no Futurecom 2009, representantes de empresas de integração, soluções, operadora e fabricante analisaram a situação do Brasil, dando a entender que hoje UC pode ser adquirida por todas as empresas.

“A adesão teve início com as grandes empresas e, consequentemente, se espalhou para as de tamanhos menores”, aponta Fernando Lucato, gerente de negócios de comunicações unificadas da Cisco. “Vale lembrar que um dos responsáveis pela implementação desse modelo de comunicação é do usuário comum, com o uso do celular pessoal, que realizava os contatos por voz ou envio de textos SMS”, complementa Luiz Augusto Pereira Martins, da Dígitro.

Para Lucato, hoje as empresas não procuram apenas a comunicação interna. Elas querem se interagir com seus fornecedores e prestadores de serviços. “É uma nova tendência para UC, que denominamos de inter-empresas”.

Para Luiz Carlos Pellegrini, gerente sênior da CSC Brasil, o ROI nas grandes empresas é analisado como um retorno matemático, o qual se baseia na produtividade dos funcionários. “Já as pequenas e médias empresas (PMEs), muitas vezes, nem possuem infraestrutura de rede para adquirir os produtos”.

Além da receita, existe o fator da identificação do tipo de usuário. Tadeu Viana, diretor técnico da Siemens Enterprise Communication, avalia que o cliente se depara uma enormidade de produtos, o que proporciona muita dúvida sobre em qual solução é melhor para investir. Será que os aplicativos são produtivos?

O legado é considerado como o grande problema na hora de investir em UC. Segundo Luiz Gonzaga Villela Neto, diretor de unidade de negócios enterprise da NEC Brasil, a integração alavanca os negócios e para as PMEs é interessante criar uma rede de mercado.

Uma estratégia de mercado que começou a ser oferecida para atender a crescente demanda, é a venda de comunicação unificada como serviço. “Essa contratação de serviços gerenciados é uma tendência que acontece cada vez mais entre as operadoras”, informa Danni Mnitentag, gerente de marketing da Embratel.

O representante da Siemens aponta que atualmente UC é fundamentalmente comercializada como software e menos como hardware. “Quando se compra a solução como serviço proporciona melhoria para o cliente, porque ela cria várias possibilidades econômicas, além de um OPEX (despesas operacionais) mais acessível”, afirma.

Customizar o modelo de contratação e realizar uma consulta de mercado é o que defende Adriano Gaudêncio, diretor financeiro da 3Com América Latina. “Há uma infinidade de soluções disponíveis e para qualquer tipo de empresa. É possível escolher desde um software livre e, ainda assim, manter a produtividade e segurança”, diz.

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