Banda Larga

PNBL: Para diretor da Oi, universalização e concorrência estão ligadas à remuneração

Paulo Mattos afirma que o maior problema na cobertura das regiões é o baixo retorno para as operadoras e ressalta que subsídio do governo é essencial para massificação da banda larga.

 
 
“Universalização e concorrência são diretamente ligadas à remuneração”. Assim começou a palestra de Paulo Mattos, o diretor de regulamentação da Oi no XXIV Seminário ABDI sobre políticas públicas em TI, Telecom e Mídia, que acontece nos dias 8 e 9 de novembro, em São Paulo.
 
O mercado, em geral, com incidência em lugares de pouco acesso, baixa densidade populacional, baixa renda per capita. O problema é levar acesso a estes lugares, pois a implantação da infraestrutura é cara e o retorno é baixo. Para isto, o executivo afirma que é necessário que o governo subsidie de alguma forma, para não haver desestabilização das concessionárias.
 
“Em muitos lugares até há infraestrutura, mas, como é caro, a população não acessa. Com isto, a taxa de ociosidade da tecnologia só aumenta”, explica Mattos, indicando que, atualmente, a média de inatividade se fixa em 40%. Em geral, diz ele, a falta de acesso se dá em regiões mais carentes, onde as pessoas não têm poder aquisitivo para pagar um serviço de banda larga.
 
Para Mattos, os maiores desafios das operadoras para oferta de banda larga popular são a garantia de cobertura e a massificação do serviço de acesso individual. “Nem sempre a pessoa tem dinheiro para ter o acesso em casa, mas acessa em outros lugares, como lan houses. A idéia é levar a internet para cada indivíduo”, explica. Além disso, o executivo frisa a importância da evolução da velocidade, mas com baixos preços: “Tem que caber no bolso dos cidadãos”.
 
Segundo o executivo, para evolução da banda larga no Brasil é necessário levar esta cobertura até o interior, periferias, zona rural, e, principalmente na região norte do País. “Mesmo com a troca das metas, Manaus, Boa Vista e Macapá ainda não têm backbone com fibra óptica”, alerta ele.
 
No entanto, por sua parte, Mattos afirma que a Oi já está em negociações com a Eletronorte para iluminar estas cidades. Além disso, ele atesta que, até o fim do ano, todos os municípios do País já terão infraestrutura de banda larga ofertada, o que não significa que todos terão acesso imediatamente “Haverá a infraestrutura. Após isso, é saber se todos vão querer comprar”.
 
3G
 
De acordo com Paulo Mattos, até 2012 haverá 91% de acesso de banda larga em todo o país, contando com a tecnologia 3G.
 
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