VoIP

Portabilidade numérica: Telcomp pedirá mais concessões STFC

Após a implantação da portabilidade numérica, a Telcomp, entidade que representa as prestadoras de serviços de telecomunicações competitivas, reforçará seu trabalho para que a Anatel aumente o número de concessões STFC ou, ao menos, estenda a resolução às empresas de Serviço Público Comutado.

Após a implantação da portabilidade numérica, a Telcomp, entidade que representa as prestadoras de serviços de telecomunicações competitivas, reforçará seu trabalho para que a Anatel aumente o número de concessões STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado), ou ao menos para que estenda a resolução da portabilidade às empresas SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), o que abrange as companhias de voz sobre IP.

A dificuldade de se conseguir uam licença STFC é devido ao fato de que a Anatel não libera tão facilmente assim uma numeração. Fontes ligadas à Agência ouvidas pelo Canal VoIP, durante o evento IP Communications do ano passado, concordam que o órgão não fez um plano de longo prazo prevendo que o mercado de telecomunicações sofreria essa explosão de pequenas e médias empresas.

Pela resolução, apenas as empresas com licença STFC e SMP (Serviço Móvel Pessoal) poderão trabalhar com a portabilidade numérica – prevista para iniciar em agosto de 2008, com término da ativação comercial em todo o País em 1º de março de 2009.

O Canal VoIP havia divulgado na quinta-feira passada, 24/1, que algumas operadoras de VoIP estão selecionando o provedor que preparará suas infra-estruturas para a portabilidade numérica. Segundo a Telcomp, cinco empresas entregaram propostas contendo informações técnicas e comerciais. São elas: Telcordia, Everis (em parceria com a CPM Braxis), Trópico, VocalTech e Clear Tech.

Luiz Cuza, presidente da Telcomp, comenta que o grupo de empresas associadas à Telcomp é composto por 12 operadoras, dentre elas apenas três prestadoras de VoIP. “Apenas as que possuem a licença STFC”, explica.

Ele informa que serão essas a avaliar as propostas e divulgar o resultado entre os dias 11 e 12 de fevereiro. As outras prestadoras de voz sobre IP não entrarão no bolo, por enquanto. “Mas poderemos ter uma aceleração no mercado de VoIP por parte das operadoras que não possuem a licença ou mesmo a Anatel poderá permir a entrada das SCM”, deduz.

No entanto, no Brasil existem em média 80 operadoras, a maioria de médio e pequeno porte. “Após a escolha desse fornecedor, outras empresas poderão se juntar ao grupo e dividir o custo desse projeto”, diz Cuza. Valores da RFP (solicitação de propostas) não foram divulgados.

“O objetivo da Telcomp é facilitar a transição dessas operadoras para que a portabilidade numérica seja feita com qualidade a um custo razoável”, afirma o presidente da associação.

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