Projeto de inclusão digital no bairro de Restinga possibilita aos moradores acesso rápido e gratuito. Tecnologia adotada é a PLC – Power Line Communication – que possibilita a oferta de serviços de banda larga via rede da concessionária de energia elétrica. Iniciativa é a primeira no Estado do Rio Grande do Sul.
Possibilitar a inclusão digital e diminuir a exclusão social é o que a prefeitura de Porto Alegre (RS) tem realizado no bairro de Restinga, localizado a 30 km da capital e com 130 mil habitantes.
No final do ano passado, a prefeitura inaugurou no bairro o Centro Administrativo Regional da Restinga (CAR) e, utilizando tecnologia PLC – Power Line Communication, a estrutura municipal se tornou a primeira no Rio Grande do Sul a estabelecer acesso à internet a partir de uma rede de energia elétrica.
A solução ganhou espaço por resolver um problema da geografia local. O bairro fica entre morros e a alternativa foi utilizar a rede de energia elétrica até um determinado ponto e a tecnologia wireless para a distribuição do sinal.
Equipamentos de rádio (modulador e acoplador) estão ligados à rede. Os equipamentos permitem que dados, imagens e voz trafeguem pela rede elétrica de 3,5 quilômetros de extensão a uma velocidade de 45 megabits por segundo.
No passado, os órgãos públicos do bairro tinham conexão de no máximo 64 kbps e chegavam e gerar um custo, por unidade, de quase R$ 1.000.Segundo o diretor técnico do Procempa – Empresa de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul — Zilmino Tartari, os equipamentos que fazem a separação de Internet e energia elétrica tiveram que ser locados junto à empresa Hypertrade Telecom. “É a única empresa que fornece esse tipo de equipamento”, afirma Tartari.
A otimização de custo para a prefeitura se dá por utilizar cabos de energia elétrica da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), dispensando novas obras de instalação. A iniciativa é resultado de um convênio entre Procempa, CEEE, Ufrgs e Senai. O investimento foi em torno de R$ 170 mil.
O projeto agora será estendido a outras regiões do Estado. Na primeira fase, foram conectados postos de saúde e escolas públicas. Atualmente, 26 pontos públicos têm acesso. A proposta é implantar em 342 pontos de Porto Alegre.

