Até então, o previsto para o acordo é que a PT participe na empresa com um valor um pouco maior do que o acertado inicialmente: R$8,4 bilhões.
A Portugal Telecom anunciou que pode formalizar amanhã (19) seu controle acionário da operadora Oi.
Segundo fontes ligadas ao assunto, o contrato com a Portugal Telecom deveria ter sido fechado no mês passado, mas os fundos de investimento (Previ, Petros, Funcef e BNDES), que são acionistas minoritários da Oi, entraram com recurso na Comissão de Valores Mobiliários, questionando a compra da Brasil Telecom.
Além do contrato direto da PT com a Oi, existe, em paralelo, a possibilidade da união entre a Dedic (que são controladas pelo grupo português) e a Contax (que possui os acionistas da brasileira).
Os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acertaram a venda de suas participações na Contax por cerca de R$600 milhões, abrindo espaço para a entrada dos portugueses.
Em princípio, os últimos ajustes do contrato com os acionistas foram feitos e o negócio deve ser fechado amanhã. Embora a Oi e a Contax sejam empresas independentes e as conversas tenham corrido em paralelo, a expectativa é que haja um anúncio global dos negócios envolvendo os portugueses e os sócios brasileiros.
Até então, o previsto para o acordo é que a Portugal Telecom participe na empresa com um valor um pouco maior do que o acertado inicialmente; Os portugueses devem pagar, pelo feito, R$8,4 bilhões.
A PT deve ficar com uma fatia direta de 12,1% na Telemar Participações, além de adquirir 35% da AG Telecom (empresa do grupo Andrade Gutierrez) e um percentual idêntico na La Fonte Telecom (da família Jerissati).
Nem os fundos de pensão e nem o BNDES vão participar do aumento de capital na companhia operacional Telemar Norte Leste, que vai requerer um aporte de R$4,2 bilhões; Os fundos dividiram US$1,1 bilhão com a venda de participações no controle da Oi, de forma a possibilitar que a PT entrasse na holding Telemar Participações sem alterar o controle exercido por AG Telecom, La Fonte e Fundação Atlântico.
Depois de concluída a operação, as fundações vão ficar com menos de 8% da Telemar Norte Leste. A BNDESPar terá pouco mais de 12%. A Portugal Telecom, por sua vez, terá 22,4% da companhia operacional.
Ao fim, a Previ, que contava com 12,96% do capital da holding Telemar Participações, passará a ter 9,69%. Petros e Funcef, que detinham 10% cada uma, reduzirão suas participações para 7,48% cada.
*Informações do Valor Econômico.

