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Possível aquisição da GVT pela Telefónica não beneficia consumidor, diz analista

Especialista em telecomunicações concorda que eventual compra esfriará a corrida da inovação e dos investimentos em infraestrutura.

Vivendi vai negociar venda da GVT com Telefónica

O perfil de inovação da espelhinho GVT, com claro benefício ao consumidor, sofrerá um arrefecimento, caso o grupo francês Vivendi e a Telefónica cheguem a um consenso sobre a passagem da GVT para as mãos dos espanhóis da Telefónica. Isso porque, segundo Joao Paulo Bruder, gerente de pesquisa da IDC, como concessionária de São Paulo, a Vivo | Telefônica amplia sua área de atuação, mas não deve fazer grandes empreender esforços para conquistar clientes em novas cidades.

Vivendi vai negociar venda da GVT com Telefónica

“A consolidação é um sinal de maturidade. O mercado brasileiro não cresce mais como antes. Todos têm celular e quem quer ter linha fixa consegue com facilidade”, diz Bruder. Por outro lado, segundo ele, dados é o serviço mais desejado pelo consumidor, mas oferece uma margem pior do que o serviço de voz à operadora de telefonia.

Bruder concorda que o mercado perde um agente de inovação com a transferência dos negócios da GVT para qualquer concessionário de telefonia. Do ponto de vista de oferta de serviço, ele acredita que os consumidores perceberão melhorias principalmente no tráfego de internet, mas nada tão acentuado.

Para ele, quem comprar a GVT estará fazendo um bom negócio, porque terá condições de expandir a infraestrutura de rede. “A integração de redes vai melhorar principalmente a qualidade da internet de quem adquirir a GVT, porque dará aumento de escala e novos caminhos de interconexão”, explica.

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