Segurança

Preço da câmera IP ainda é gargalo

Cenário já melhorou, mas está longe de deixar as câmeras IP competitivas com as analógicas quando o assunto é o preço do device.

A relação é que enquanto uma câmera IP para determinado ambiente custa cerca de R$ 2,5 mil, uma analógica custa R$ 2 mil. Pouca diferença? Não. E ela, para alguns especialistas, ainda é um impeditivo para que a tecnologia digital avance no mercado brasileiro.

Alexandre Caetano, do Centro de Tecnologia de Campinas, apesar de apontar as redes locais como as principais vilãs que impedem mais implementações de sistemas de videomonitoramento em IP, também enxerga o preço das próprias câmeras como impeditivo. E ele não está sozinho na avaliação.

Para Ricardo Macedo Soares, gerente regional de controle de acesso e sistemas de vídeo da Tyco, a unidade da câmera IP é, realmente, mais cara do que a analógica. “Porém, quando relacionamos o preço de uma infraestrutura nova, os preços ficam equivalentes, quando não o IP fica mais barato”, diz. “Isso porque os cabos de vídeo são muito mais caros do que os cabos de rede”.

Codificadores e decodificadores
Apesar de as câmeras IP serem em unanimidade as preferidas pelas empresas do setor, há de se convir que ainda há um grande parque de câmeras analógicas nas empresas. Juntado esse fato com o preço superior das câmeras IP, os codificadores e decodificadores tiveram lugar de destaque durante o ISC Securtity Systems. Trata-se de equipamentos capazes de captar um sinal analógico e transformá-lo em IP e vice-e-versa

“Muitos clientes estão com parque de câmeras analógicas recém-instalado e não querem se desfazer desses equipamentos”, diz Kung Hung, especialista da Bosch. “Por isso há a premissa do retrofit (termo vindo da Iniciativa Clinton para o Meio Ambiente e que se resume em reaproveitamento de materiais em diversas cadeias de negócios), no qual mantemos essas câmeras analógicas ativas e codificamos o sinal para transformá-los em IP”.

Apesar de valorizar esses sistemas classificados por Hung como híbridos, ele admite que, dos novos negócios fechados para a implantação de sistemas inteiros de videomonitoramento, mais de 90% deles já o são em IP.

E se IP é mesmo a onda para os novos projetos, a Panasonic quer o seu filão do mercado. “Inclusive, 70% dos novos negócios implantados pela companhia já são em IP”, informa Fábio do Nascimento, da área de vendas da empresa.
 

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