Vivien Suruagy destaca que, nesta quarta-feira (13/12), parlamentares e lideranças empresais e sindicais realizarão, no Congresso Nacional, manifestação pública de apoio à desoneração.
A presidente da Feninfra, Vivien Mello Suruagy, acredita que o Congresso derrubará nesta quinta-feira (14/12) o veto presidencial à prorrogação, até 2027, da desoneração da folha de pagamento dos salários dos 17 setores que mais geram empregos no País.
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“A medida tem amplo apoio tanto na Câmara quanto no Senado, como ficou demonstrando nas votações do PL 334. Acredito que não será diferente com a análise do veto. A maioria dos parlamentares está ciente da importância de manter essa medida para a geração e preservação de empregos e investimentos”, analisou.
Vivien Suruagy destaca que, nesta quarta-feira (13/12), parlamentares e lideranças empresais e sindicais realizarão, no Congresso Nacional, manifestação pública de apoio à desoneração. “Participarão todos os setores preocupados com as consequências negativas que ocorreriam com o seu fim em 31 de dezembro próximo. Os custos com a folha triplicariam e muitas empresas não teriam como manter seus funcionários. O planejamento para o ano que vem já está atrasado e não há mais tempo a perder”, explicou. A coletiva de imprensa ocorrerá no Salão Verde do Câmara dos Deputados, às 13 horas.
A lider empresarial voltou a rebater declarações de que a desoneração não gera empregos. “Desde que foi implementada, em 2011, as empresas dos setores abrangidos geraram muito mais postos de trabalho do que as dos segmentos que permaneceram onerados. Essa é a grande contrapartida das empresas, como pediu o presidente Lula na semana retrasada”, afirmou.
A presidente de Feninfra destacou que seis ministros que hoje fazem parte do Governo Lula votaram pela derrubada do veto à desoneração em 2020, quando ocupavam cadeiras de deputados federais: Alexandre Padilha, Paulo Pimenta, Paulo Teixeira, André de Paula, Juscelino Filho e Silvio Costa Filho. “A questão do emprego sempre foi uma bandeira do presidente Lula. Também foi preponderante quando ocorreu o veto à desoneração no governo passado”, lembrou.
A desoneração da folha de pagamentos permite que a empresa substitua o recolhimento de 20% de imposto sobre sua folha de salários por alíquotas de 1% até 4,5% sobre a receita bruta. Os 17 setores incluídos na proposta são: call center, confecção e vestuário, calçados, construção civil, comunicação, construção e obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, tecnologia da informação (TI), tecnologia da informação e comunicação (TIC), projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas.
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