Futurecom 2013

Presidente da TIM do Brasil critica notícias do setor de telecom

Para ele, os preços praticados no Brasil tornam o setor competitivo.

Durante apresentação no Futurecom 2013, Rodrigo Abreu, presidente da TIM do Brasil criticou as manchetes negativas relativas ao setor de telecomunicações, como a de que o País tem um dos preços mais abusivos em tarifas de telecom.

“O mercado móvel foi caracterizado nos últimos 15 anos por ser um setor ágil, inovador, transformador e que gera inclusão, crescimento, e isso nos trouxe até aqui. Mas, a visão do setor no último ano está longe de ser positiva, com as notícias de suspensão de vendas, ligação mais cara do mundo, crédito que não pode ter validade, o supremo discutindo a regulação da Anatel, Estado e Municípios olhando para a CPI”, declarou.

Mas, o principal ponto comentado pelo gestor foi em relação às tarifas das telecomunicações. Para ele, é necessário desmistificar o preço em relação às comunicações móveis no País, pois se comparado a outros países, o Brasil tem um setor competitivo. “Nossa margem do setor é a menor entre uma série de países analisados, como os dos BRICS”.

Abreu destacou que entre 2009 e 2011 a diferença de preços chegou a 32%, com a presença de planos ‘ilimitiados’ e ‘controle’. “É necessário desmistificar o cenário de preço da comunicação móvel no Brasil. De fato existe uma diferença entre os preços se comparação com o cenário internacional, mas existe o efeito da tributação”, e ressalta que o setor paga 39% em impostos, sendo 28% em ICMS.

“O setor se transformou no maior arrecadador do governo e cumpre um papel de contribuíção, arrecadação, então existe um papel de inclusão e geração de emprego e renda, que acaba passando desapercebido”, e adiciona que a banda larga móvel tem contribuído para o aumento do PIB(Produto Interno Bruto), com impactos da ordem de 1,2%.

Cenário competitivo

Para Abreu, o mercado local é um dos mais competitivos do mundo. “Tem um market share marcado por um equilíbrio considerável”, e o índice de concentração é “razoável”, e informa que esse era um dos objetivos da privatização das teles no país, “com a garantia de principais benefícios para o consumidor, como direito de escolha e preço”.

Por Mayra Feitosa

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