O genZ Report, estudo global feito pela EY, indica que a redução do aprendizado e da criatividade humana é um dos maiores riscos (43%) causados pela inteligência artificial (IA) na visão da geração Z (nascidos por volta de 1997 a 2012). O aumento do desemprego devido a substituição de empregos (43%) e geração de informações e conteúdos falsos (39%) também são outras preocupações dessa geração.
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Já os três principais benefícios da Inteligência Artificial são economia de tempo em tarefas repetitivas (58%), análise de grandes quantidades de dados com eficácia (53%) e redução de erros humanos em processos importantes (41%).
Além disso, o estudo também indica que 58% dos entrevistados devem aumentar o uso dessa tecnologia na vida profissional e 51% nas tarefas pessoais. Em contrapartida, ainda há um desencontro de expectativas entre usufruir desta tecnologia e o estímulo ao uso, já que 42% acham que os professores os desencorajariam a usar IA generativa para concluir certas tarefas, enquanto apenas 15% disseram que os empregadores desestimulariam isso.
GenZ está alinhada com a preocupação do mercado
Para a EY, esses aspectos apontados pela Geração Z estão alinhados com as necessidades das empresas, o que é um ponto bastante interessante pensando que esses entrevistados formam a força de trabalho do futuro e serão os novos líderes. Vale considerar também, que de acordo com a pesquisa, os jovens expressam tanto otimismo quanto preocupações em relação à IA, reconhecendo seus benefícios, mas também levantando questões sobre ética e confiabilidade das informações geradas.
Ainda segundo a consultoria, as principais tendências e desafios observados na adoção da Inteligência Artificial pelas gerações, especialmente a Geração Z, refletem uma dualidade entre a busca por inovação e a preocupação com a criatividade humana. A EY entende ser fundamental que as lideranças nas organizações desempenhem um papel ativo em incentivar o uso adequado da IA, promovendo um ambiente no qual a tecnologia seja vista como uma aliada, capaz de aumentar a eficiência e a precisão, sem comprometer o aprendizado e a criatividade.
Tipos de usuários
De acordo com a frequência no uso da Inteligência Artificial, o estudo dividiu os entrevistados em três grandes grupos: os superusuários, os usuários variados e os retardatários. Foram escolhidas oito atividades, sendo quatro relacionadas à vida pessoal e quatro relacionadas à vida profissional.
Apenas 15% dos entrevistados se encaixaram no grupo de superusuários, os quais usam IA em todas as oito atividades, seja diária, semanal ou mensalmente. A maioria (61%) são usuários variados, que usam IA em algumas e com uma frequência que depende da ação escolhida. Por fim, 24% são retardatários, ou seja, usam IA nas tarefas menos de uma vez por mês ou nunca.
O estudo da EY ouviu 5218 pessoas em 16 países (Canadá, Estados Unidos, México, Brasil, Reino Unido, Alemanha, Itália, França, Emirados Árabes, Nigéria, China, África do Sul, Índia, Indonésia, Coréia do Sul e Japão), sendo 47% do sexo masculino, 52% do sexo feminino e 1% não-binário. A idade dos respondentes varia entre 17 e 27 anos.
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