Os problemas vividos pelos usuários do serviço de banda larga Speedy, da Telefônica, mostram que a concentração do mercado coloca em risco não apenas o setor de telecomunicações, mas outros segmentos de mercado e os usuários residenciais. A avaliação é de Luis Cuza, presidente da Telcomp, entidade que defende a competição no setor de telecomunicações.
Segundo Luiz Cuza, a concentração de mercado que ganhará a Telefônica com a compra da operadora de TV por assinatura TVA somente aumentará os riscos aos quais os usuários estão expostos.
Ele lembra que CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ainda não se manifestaram sobre a negociação, mas alerta que as duas falhas do Speedy, ocorridas em menos de 12 meses, evidenciam a instabilidade a qual estão submetidos os usuários de banda larga no Estado de São Paulo, onde os serviços de banda larga são oferecidos pela Telefônica (Speedy) e pela Net (Vírtua).
A Net, segundo Cuza, tem cabeada não mais do que 35% da região metropolitana de São Paulo. “A Telcomp é contra a esta aquisição, que não é boa nem para o consumidor corporativa, nem para o varejo”, declara Cuza
A entidade defende que, em caso de aprovação da compra, a frequência de 190 MHz, em MMDS, sob o poder da TVA, seja dividida para até seis provedores de serviços. De acordo com Cuza, 30 MHZ por operadora é mais do que suficiente para a cobertura da área metropolitana de São Paulo.

