Sistemas críticos não podem se prejudicar.
O Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest) já alocou com o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) um bloco de endereço IPv6, para o Governo do Estado estadual e todos os equipamentos novos adquiridos já suportam IPv6. Dois funcionários da autarquia foram treinados sobre segurança e configuração das máquinas em IPv6, no CGI.br, mas o órgão não participará do IPv6 day.
“Estamos planejando a implantação de forma gradativa. Primeiramente nos equipamentos de rede e posteriormente nos sistemas, o que permite a avaliação das ações tomadas em cada passo e a identificação de problemas e correções mais eficazes em caso de falha de comunicação de algum serviço. Hospedamos no Data Center do Prodest serviços estaduais que necessitam de alta disponibilidade (como o sistema de regulação de leitos hospitalares), por isso cada passo deve ser dado com cautela”, afirma o analista de TI Uanderson Sigler Gomes.
A transição efetiva de parte da infraestrutura deverá ocorrer ainda este ano, mas somente em uma parte das aplicações para fins de validação. Ainda assim, todas as aplicações devem funcionar com os dois protocolos por um bom tempo, para suportar as conexões de usuários com IPv4 e a mudança completa deve levar cinco anos.
Em 2010, foi inaugurado o primeiro Data Center do Estado, que tem equipamentos compatíveis com o novo protocolo e que está sob a responsabilidade do Prodest. O site do Instituto WWW.PRODEST.ES.GOV.BR deverá estar adaptado ao novo protocolo a partir de 2012.
O Instituto não tem parceiros diretos na mudança, mas depende das operadoras contratadas – Oi e Embratel – para publicar endereços IPv6 na Internet. “Com a implantação do ponto de troca de tráfego no Estado, esse quadro deve melhorar, mas ainda não isenta a necessidade das operadoras em nossa última licitação de links na internet, para suportarem o roteamento IPv6”.
Uanderson estima que os endereços registrados pelo IPv4 devem se esgotar em três anos. Para o anaista, particularidades acontecerão na migração de cada um dos sistemas. “Uma análise rígida deve ser feita caso a caso, para evitar e diminuir o downtime durante a migração. Para isso, é importante ter um bom plano de ação e de retorno bem alinhado com todas as áreas do órgão”.

