Apenas 31% dos cargos de programação em TI são ocupados por mulheres.
Levantamento realizado pela ThoughtWorks no Brasil aponta que apenas 31% dos cargos de programação em TI são ocupados atualmente por mulheres. Os dados mostram algo ainda mais grave: 47% das entrevistadas nem pensam em aprofundar a carreira por falta de inspiração e exemplo. Foi pensando em reverter essa realidade que a JA Brasil, em parceria com o Grupo CCR, por meio do Instituto CCR, desenvolveu o Programa Elas na Tech, focado na formação de mulheres na área de tecnologia e 100% gratuito.
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“Há uma enorme disparidade nesse segmento, talvez ainda maior que em outros. Mais de 70% dos cargos deste setor são ocupados por homens. Esse é um dos mercados que mais cresce e que oferta uma remuneração acima da média no Brasil. O incrível é que as mulheres têm uma escolaridade acima das dos homens e, mesmo com esse diferencial, acabam não sendo contratadas pelas empresas do ramo”, explica Brenda, Diretora de Operações da JA Brasil, Brenda Santos.
Ana Cláudia Caloi Zanon, uma das beneficiadas pela 1ª edição do Elas na Tech, em 2022, tinha o sonho de atuar na área de Tecnologia da Informação, mas não encontrava oportunidades. Após participar do curso, Ana foi contratada como analista de BI júnior.
“Sabemos o quanto a mulher ainda é minoria no mercado de tecnologia. Chegamos a questionar se essa carreira é realmente para nós, se tecnologia tem a ver com a gente. E, no meio de todas essas incertezas, conheci o projeto da JA Brasil e da CCR. O curso me ajudou muito no processo de afirmação profissional, passei a me sentir mais motivada para seguir o meu sonho” destaca Ana Cláudia.
O curso oferece quatro horas de aula por semana e, além do conteúdo técnico, ajuda a desenvolver habilidades empreendedoras para que as alunas possam se posicionar no mercado de trabalho.
“Queremos ajudar a ampliar a participação feminina no mercado da tecnologia. Nosso objetivo com o Elas na Tech é conciliar diversidade e inclusão a este universo. Tudo isso conectado com o propósito de empregabilidade das mulheres – destaca Renata Macedo, analista de Responsabilidade Social do Instituto CCR”.
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