Plataforma será utilizada para suportar cálculos pesados para extração de petróleo em regiões críticas para Petrobrás. Investimento no Rio de janeiro chegou a 12 milhões de reais.
O Projeto Galileu, responsável pelo desenvolvimento de pesquisas sobre extração de petróleo em campos marítimos profundos para a Petrobras, foi o primeiro a utilizar o novo processador da Intel Xeon 5500. A tecnologia, aliada a plataforma de micro-arquitetura, Nehalem, permitiu um upgrade da rede, levando-a a uma velocidade total de 200 Teraflops, sendo que anteriormente a capacidade do sistema chegava apenas a unidade de megaflops.
As pesquisas, desenvolvidas pela UFRJ em parceria com a USP, PUC- RJ e UFAL demandam uma capacidade muito alta de cálculos matemáticos e para transpor esses desafios era necessário um chip mais sofisticado de number crunch. Segundo José Luiz Alves, professor da UFRJ e responsável pelo Projeto Galileu, o objetivo das ações é simular a exploração nas áreas do pré-sal, que chegam a profundidades superiores a 7 mil metros. “O Projeto precisava contar com uma base e um processamento de dados seguros, densos e de alto desempenho, que fossem capazes de suportar o tráfego das prospecções físicas, geoquímicas e dos cálculos da perfurações. Para isso testamos computadores do Top500.org – super computing, mas a solução Intel se mostrou mais robusta e econômica”, analisa o professor.
Com cerca de 14 mil núcleos de processamento (cores), a Grade BR fornecerá a infraestrutura computacional para que 300 pesquisadores das universidades envolvidas desenvolvam softwares de paralelismo e alto desempenho e simuladores multifísicos em tempo real, com a visualização de imagens 3D em alta resolução.
O investimento da Coppe (Coordenação do Programas de Pós-graduação em Engenharia da UFRJ) foi de 12 milhões de reais entre infraestrutura, servidores e aquisição do processador. Mas segundo afirmação de Reinaldo Afonso, diretor de desenvolvimento tecnológico da Intel na América Latina, a economia de energia gerada pela utilização dessa versão do Xeon pode chegar a 90%, o que garante um retorno sobre o investimento em até 8 meses.
Fabricantes no Brasil
Os processadores foram lançados no dia 31 de março em nível mundial e já possuem 230 modelos, distribuídos por 70 fabricantes. No Brasil, os fabricantes que disponibilizarão equipamentos com essa tecnologia são Accept, Bull, Cisco, Dell, HP, IBM, Itautec, Positivo, SGI, Sinco e a Sun Microsystem, que também forneceu os computadores para o Projeto Galileu.

