A corrida pelos data centers hyperscale no Brasil começa a pressionar um dos ativos mais críticos da infraestrutura digital: o cabeamento óptico capaz de interligar grandes centros de processamento de dados com alta densidade e capacidade de transmissão. Em meio ao avanço acelerado de aplicações de inteligência artificial, computação em nuvem e serviços digitais, a Prysmian e a Ufinet Brasil anunciaram uma parceria para construir uma rede subterrânea de 30 quilômetros dedicada à conexão de data centers em Alphaville, Barueri (SP), um dos principais polos de infraestrutura digital do país.
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A corrida pelos data centers hyperscale no Brasil começa a pressionar um dos ativos mais críticos da infraestrutura digital: o cabeamento óptico capaz de interligar grandes centros de processamento de dados com alta densidade e capacidade de transmissão. Em meio ao avanço acelerado de aplicações de inteligência artificial, computação em nuvem e serviços digitais, a Prysmian e a Ufinet Brasil anunciaram uma parceria para construir uma rede subterrânea de 30 quilômetros dedicada à conexão de data centers em Alphaville, Barueri (SP), um dos principais polos de infraestrutura digital do país.
O projeto aposta em uma nova geração de cabos ópticos de alta densidade produzidos no Brasil, desenvolvidos para ampliar drasticamente a capacidade das redes subterrâneas sem necessidade de expansão física dos dutos já instalados. A solução utiliza a tecnologia SiroccoHD, da Prysmian, capaz de acomodar 432 fibras ópticas em um único microduto de 12×10 mm, número três vezes superior ao normalmente utilizado em projetos convencionais no mercado brasileiro.
O diferencial da tecnologia está justamente na densificação do cabeamento, considerada estratégica para regiões metropolitanas como São Paulo, onde a expansão da infraestrutura subterrânea enfrenta restrições urbanas, custos elevados e impactos sociais relevantes. Com o novo modelo, torna-se possível reutilizar redes legadas e multiplicar a capacidade de transmissão de dados dentro da infraestrutura já existente.
Segundo as empresas, o projeto também prepara o terreno para demandas futuras ligadas a IA, nuvem, redes 5G e aplicações de alta capacidade. A tecnologia emprega fibras monomodo BendBright-XSTM 200µm, desenvolvidas para suportar curvaturas mais acentuadas sem perda de desempenho, fator considerado essencial em instalações subterrâneas de alta densidade.
“O SiroccoHD atende a um problema real dos nossos clientes em grandes centros urbanos: como aumentar a capacidade de fibras utilizando a infraestrutura que já tenho instalada?”, afirmou Lucas Nogueira, gerente de P&D, inovação e sustentabilidade da Prysmian no Brasil. Segundo o executivo, a solução permitiu triplicar a densidade de fibras em comparação aos modelos tradicionais utilizados no país.
Já Thiago Leite, diretor comercial da Ufinet Brasil, destacou que a região de Barueri e Santana de Parnaíba concentra alguns dos projetos mais estratégicos de data centers hyperscale em desenvolvimento no Brasil, exigindo redes ópticas com maior capacidade e eficiência operacional.
O movimento ocorre em um momento de forte expansão do mercado brasileiro de data centers. Projeções do setor apontam investimentos bilionários nos próximos anos, impulsionados pelo crescimento da inteligência artificial, da computação em nuvem e pela digitalização da economia. Além da demanda tecnológica, o país busca se posicionar como destino estratégico para grandes operadores globais, apoiado na disponibilidade de energia renovável e em novos incentivos regulatórios voltados ao setor.
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