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PTTs do IX.br batem novo recorde histórico ao atingir 16 Tbit/s de pico de tráfego Internet

O IX.br, que opera Pontos de Troca de Tráfego Internet (PTT) no Brasil, bateu novo recorde histórico no dia 7 de março ao atingir pico de troca de tráfego de 16 Tbit/s. A marca, única no planeta, representa um crescimento de 60% na comparação com o número registrado em março de 2020. 

Iniciativa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o IX.br já havia apontado, há um ano, que o tráfego no País chegava a 10 Tbit/s. Ainda segundo ele, a elevação expressiva também foi observada no PTT de São Paulo, que, na terça-feira (9/3), atingiu 12 Tbit/s. O valor é 50% a mais do que em março de 2020.

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Segundo o gerente de infraestrutura do IX.br, Júlio Sirota, esses números se justificam em parte pelo aumento na procura por conexão nos PTTS do IX.br, com 924 novas conexões no período e 527 novos participantes, sendo 377 em São Paulo. Outra fonte de crescimento foi a entrada de novos provedores de conteúdo e o aumento do número de usuários dos ISPs. 

Na avaliação de Sirota, essa elevação não se deve necessariamente à pandemia de covid-19, que, em função do distanciamento social e das restrições de mobilidade, acabou por alavancar o uso da Internet. “Houve um acréscimo em março do ano passado, no início da pandemia na ordem de 15%, juntamente com uma mudança no perfil do tráfego diário, que ficou mais semelhante ao dos domingos. A partir de junho de 2020, o perfil de tráfego retornou ao padrão normal, sendo que o aumento no tráfego continuou muito consistente.” 

Como funcionam os PTTs 

Os PTTs são pontos neutros nos quais diversas organizações estão interligadas para trocar pacotes de dados Internet entre si. Os PTTs são instalados em datacenters e contam com equipamentos que permitem a interligação simultânea de centenas de organizações – empresas de streaming de vídeo, sítios de buscas, redes sociais, bancos, universidades, órgãos de governo, entre outras. Essa união de redes permite que a Internet fique mais veloz, eficiente, resistente a falhas, e com custo mais baixo. 

O NIC.br opera 33 Internet Exchanges distribuídos nas cinco regiões do País. A entidade tem trabalhado ainda para diminuir a distância entre o conteúdo e seus usuários, o que contribuirá para melhorar a experiência on-line. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, locais onde muitas Content Delivery Network (CDNs) têm suas instalações próprias para distribuição de conteúdos, o NIC.br vem investindo no projeto OpenCDN para a promover e facilitar a distribuição de conteúdos em cidades como Salvador e Manaus, entre outras que estão atualmente em estudo. 

 

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