Pesquisas

“Quadro competitivo do mercado brasileiro não mudará em 2011”, diz Teleco

Instituto de pesquisa revela as tendências para o novo ano e coloca, como destaque, o crescimento do setor móvel.
 

O Teleco divulgou um estudo sobre as telecomunicações em 2011. Segundo uma enquete realizada durante a pesquisa, 72% das pessoas esperam que 2011 seja melhor ou muito melhor que 2010.
 
O ano de 2010 já foi melhor que 2009. Em outra enquete realizada pelo Teleco 71% consideraram 2010 um ano ótimo/bom, muito mais que os 50% de 2009. Praticamente o mesmo percentual que em 2008 (73%) e 2007 (69%).
 
O crescimento apresentado pelo setor em 2010, o novo cenário competitivo com a fusão das operações fixas e móveis da Vivo com a Telefonica e do grupo América Móvil (Claro, Embratel, Net), a entrada da Portugal Telecom na Oi e a entrada da Nextel no mercado de celular reforçam este cenário.
 
De acordo com o instituto, para 2011 as estimativas apontam para a continuação do crescimento de acessos de celular, TV por assinatura, banda larga fixa e móvel; liberação da TV a cabo (desde que a Anatel aprove o PLC 116 – antigo PL 29 – para acabar com as restrições ao capital estrangeiro no setor).Além destas estimativas, o Teleco prevê expansão das redes de fibra ótica, que poderão ser utilizadas também para conectar as ERBs.
 
As fusões da Vivo com a Telefônica e do Grupo América Móvil (Claro, Embratel, Net) também devem ser concretizadas neste ano. O objetivo das companhias, agora, é de buscar redução de custos operacionais e otimização de investimentos.
 
A partir destas fusões espera-se, também, que haja queda do preço por minuto nas linhas móveis. A receita líquida média por usuário (ARPU) das operadoras de celular caiu de R$ 24,1 em 2009 para R$ 22,8 em 2010, enquanto que o preço médio por minuto (com impostos) caiu de R$0,34 para R$0,24 no mesmo período. Esta tendência deve se manter em 2011.
 
Para evitar a queda brusca do ARPU, as operadoras poderão apostar mais nos serviços de dados, que também tendem a crescer este ano. Segundo o Teleco, a participação da receita de dados na receita bruta de serviços das operadoras de celular cresceu de 12,8% no terceiro trimestre de 2009 para 16,2% no mesmo período, em 2010.
 
Ainda no setor móvel, o 3G deve continuar apresentando forte crescimento. A Vivo pretende expandir sua cobertura para 51% dos municípios brasileiros em 2011 e a Nextel iniciará a operação de sua rede 3G. A Anatel irá realizar em 2011 a licitação das frequências de 2,5 GHz que serão utilizadas para a introdução do LTE no Brasil.
 
O crescimento das redes 3G estimula a venda de smartphones, que representaram 24% dos telefones celulares vendidos no mundo no terceiro trimestre de 2010.
 
Como novidade promissora, o instituto também destaca as MVNO que tiveram regulamentação aprovada pela Anatel. As primeiras operadoras móveis virtuais poderão ser criadas por grandes marcas como a Carrefour e, até mesmo, a GVT, que já apresenta interesse no setor.
 
PNBL
 
Com a posse do novo Governo, devem avançar os debates sobre um Plano Nacional de Banda Larga que defina metas, investimentos e o papel das operadoras e da Telebrás neste processo.
 
No entanto, segundo o Teleco, não se espera para 2011 grandes modificações no quadro competitivo brasileiro. Movimentações podem ocorrer com a Tim em função de mudanças societárias na Telecom Italia, como a saída da Telefonica de seu bloco de controle.
 
*Informações do Teleco.
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