O dia 31 de março marca o Dia Mundial do Backup, uma data para reforçar a importância da resiliência na proteção de dados diante de um cenário digital cada vez mais ameaçador. Embora os backups não sejam novidade, sua relevância cresceu em um mundo digital cada vez mais ameaçado. Segundo Statista, em 2023, vazamentos de dados afetaram mais de 300 milhões de pessoas só nos Estados Unidos, atingindo setores como saúde, finanças, educação e governo.
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Além disso, o ransomware evoluiu, deixando de ser apenas um fator de interrupção para se tornar um modelo de negócio sofisticado, no qual criminosos roubam e vazam dados sensíveis, criptografam sistemas e destroem repositórios de backup para aumentar sua capacidade de extorsão. O Brasil está entre os Top 10 países mais atacados por ransomware no ano passado com 123 ataques, sendo que 35 deles ocorridos somente no quarto trimestre de 2024, de acordo com Relatório Global de Ransomware 2024 da Check Point Software.
Ainda no atual cenário de ciberameaças, a crescente adoção de plataformas em nuvem e SaaS traz conveniência, mas também gera dúvidas sobre a responsabilidade pela proteção de dados. Muitas empresas acreditam erroneamente que serviços como Microsoft 365 ou Google Workspace oferecem uma proteção completa, quando na realidade a retenção de dados é limitada e as opções de recuperação são insuficientes. O trabalho híbrido e remoto também amplia a exposição a ataques, aumentando os riscos de comprometimento dos dados.
Importância do backup para a resiliência digital
A Check Point recomenda que as empresas priorizem testes periódicos de restauração e definam claramente os papéis e responsabilidades nos processos de recuperação para minimizar a perda de dados e o tempo de inatividade. Além disso, é essencial educar os funcionários sobre quais dados são protegidos e auditar os planos de recuperação trimestralmente.
A companhia ainda diz que verdadeira resiliência digital vai além dos backups. Ela exige uma estratégia integrada que combine tecnologia, políticas e cultura organizacional. No aspecto tecnológico, são fundamentais:
- Backups imutáveis e criptografados, protegidos por autenticação de múltiplos fatores (MFA)
- Armazenamento segmentado ou isolado para evitar manipulações
- Ferramentas nativas da nuvem com testes automáticos de restauração
- Integração com sistemas de detecção de ameaças para alertas em caso de tentativa de violação
- Redundância geográfica para conformidade regulatória e resiliência operacional
Além disso, erros humanos podem levar a vazamentos e falhas de segurança. Para reduzir esses riscos, as empresas devem:
- Definir papéis claros para backup e recuperação de dados
- Realizar simulações regulares de restauração de backup
- Capacitar os funcionários sobre quais dados são protegidos e quais não são
- Auditar e atualizar os planos de recuperação trimestralmente
- Treinar equipes de TI e segurança para resposta rápida a incidentes
Para finalizar, a Check Point diz que os backups continuam sendo a forma mais acessível de proteção contra perda de dados. No entanto, para serem realmente eficazes, precisam evoluir de simples armazenamento passivo para sistemas de recuperação proativos, testados e seguros.
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