Manifestações acontecem em quatro capitais.
O presidente da Fenaj, Celso Schröder, uma das entidades que apoiam a Campanha pela Banda Larga, avalia que o serviço pode funcionar como os de luz e água, pelos quais “pagamos um pouco mais pela garantia de que estarão acessíveis”.
Estão marcadas para dia 25 manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília, com a participação de quase 60 entidades e organizações, para que os recursos públicos não sejam transferidos ao interesse privado: “já é um negócio que não precisa disso, se firmou, não só é sustentável, como rentável”.
Ele acredita que a banda larga tenha que democratizar os serviços digitais e a própria produção de conteúdo, como não foi possível com a TV digital. A negociação e as manifestações para que este serviço melhore e não continue restrito prioriza a ampliação aos serviços digitais. “Certamente as operadoras terão seu enfoque na questão da rentabilidade e o governo deve fazer este meio de campo”.
Com relação às operadoras demandarem isenções tributárias para levar a banda larga a regiões nas quais justificam haver restrições técnicas, para Schröder esta justificativa somente surge em locais com menor possibilidade de retorno econômico.
“A universalização deste serviço é a grande possibilidade de inclusão e não é um negócio de risco, já está bastante estabelecido em outras regiões. O estado não pode abrir mão de arrecadação num negócio que não precisa disso, já tem público, é rentável, pode transferir parte dos recursos para democratizar a banda larga e o acesso a serviços digitais que ela possibilita”.
Uma das possibilidades que Celso acredita que precise de apoio e estímulo é a produção de conteúdo. Em uma semana, diversas entidades devem ampliar a pressão para que isso aconteça. E quem está à margem do serviço, torcerá pela universalização o mais rápido possível.

