Pesquisas

Quase metade dos brasileiros faria portabilidade de operadoras, aponta estudo

De acordo com um levantamento do NZN Intelligence, plataforma de pesquisa e inteligência da empresa de soluções para publicidade e comunicação NZN, 43% dos brasileiros avaliam mudar de operadora. A intenção é fugir de problemas como instabilidade de rede, dificuldade de cancelamento de serviços e internet lenta, recorrendo a uma concorrente.

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O estudo foi realizado online e coletou respostas de 2 mil usuários dos serviços de telefonia móvel no Brasil. Entre os já mencionados 43% que avaliam trocar de operadora, 39% afirmam que estão satisfeitos com os serviços recebidos atualmente — apontando que este não é um indicador para permanência do cliente na operadora. Já para 61% dos entrevistados, a situação é bem diferente: estes se consideram pouco satisfeitos ou insatisfeitos no momento.

Entre aqueles que não avaliam uma possível troca (57% do total), 81% afirmam estar satisfeitos com o atendimento recebido, ao passo que 19% se encontram pouco satisfeitos ou insatisfeitos. O ranking dos fatores que levariam à troca ainda segue: problemas de instabilidade do serviço (33,5%), cobertura (28,5%), atendimento (10,7%) e cobrança (10%). Os motivos também permanecem, na mesma sequência, para os 43% que consideram realizar uma troca.

O valor dos planos atuais poderia levar 47% dos que não mudariam de operadora a efetuar a troca. É por conta disso que 40% do total de respondentes dizem ter definido suas operadoras atuais em virtude de planos acessíveis na época de contratação.

Já 32% explicam a decisão com base na quantidade de familiares e amigos que já usam a mesma operadora — motivo relevante principalmente quando havia cobrança diferenciada para ligações entre empresas distintas. Essas duas justificativas deixam para trás os “serviços adicionais (redes sociais grátis, pacotes multimídia, etc.)”, com 14,5% das escolhas, e “pacotes de vantagens”, com 13% das afirmações.

No que se refere às empresas que os respondentes estão mais propensos a abandonar, aparece com maior percentual a operadora Oi (60,8%), seguida de Vivo (47,6%), Algar (44,8%), Sercomtel (42,8%), Nextel (42,4%), Claro (40,2%) e TIM (39,6%). Em contrapartida, a telefônica Porto Seguro Conecta apresenta apenas 12,5% das intenções de troca, seguida das empresas OTT, com 27,2%.

Já em relação à insatisfação com as operadoras, as OTT surgem como as mais mencionadas, com 72,6% de clientes insatisfeitos (do total de respondentes que as utilizam). O ranking ainda é composto por Oi (51,6%), Porto Seguro (43,7%), Sercomtel (42,7%), Vivo (40,4%), Claro (34%), Nextel (34%), TIM (33%) e Algar (27,5%).

Por fim, o levantamento aponta que entre aqueles que se consideram suscetíveis à mudança, 47% usufruem de serviço pré-pago, 30% vêm de plano controle, e 22,8% afirmam ter contrato com sua operadora atual no plano pós-pago.

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