1º Encontro IPNews

Quem aprova a implementação de UC

O mercado é rotativo e no momento atual as empresas estão mais cautelosas para investir em novos projetos. Mas Comunicações Unificadas surge como sinônimo de investimento com garantia de retorno. Será que o empresário sabe disso?

De acordo com uma pesquisa realizada pela IDC em 2008, as empresas estão com menos poder aquisitivo para investir em novos projetos. O mote tem sido “manter o que está funcionando e aplicar apenas no que for indispensável ao momento”. Porém, e independente se o resultado é positivo ou negativo, a última palavra vem dos donos das empresas e, conforme os participantes do 1º Encontro IPNews – Comunicação Unificada, esse é um entrave paras as comunicações unificadas no País.

Segundo Victor Nunes, da Tecsis, os diretores até entendem que exista uma necessidade de incrementar as soluções de TI em suas empresas, mas “para assinar os contratos, eles querem saber se a decisão vai gerar lucro ou ganho de produtividade em curto prazo”, lembra.

Já no Tribunal de Justiça de São Paulo o problema é ainda maior, conforme avalia Adriano Breviglieri: a desinformação predomina entre os responsáveis pelo órgão público. Segundo o executivo, quando uma necessidade de compra de um novo equipamento de TIC é apresentada, como um aparelho IP por exemplo, todos se assustam com os custos e ficam reticentes. “Eles questionam como um produto pode custar tão caro, se é apenas um aparelho de telefone”, revela “Há uma grande dificuldade em explicar que esse valor sairá mais barato do que a instalação de um sistema de telefonia convencional”, aponta.

Outro fator preponderante na hora de tomar uma decisão sobre uma implementação de TIC é a exclusão de conhecimento nas inúmeras regiões do País. Para Breviglieri, a cidade de são Paulo é outro mundo em relação aos sistemas de comunicação no Brasil. “Até em cidades interioranas do próprio Estado paulista existem muitos problemas de integração e conhecimento sobre os benefícios que a UC pode oferecer às empresas”, avalia.

Mão-de-obra

No entanto, esse problema não está apenas relacionado à falta de conhecimento dos diretores das corporações. No Brasil, um levantamento realizado pela Cisco mostra que ainda existem poucos profissionais não só dominando o conceito, mas capacitados a trabalhar com a convergência entre TI e Telecom. “É preciso haver capacitação de pessoas para entender as novas tecnologias que estejam entrando no mercado mundial”, afirma Marcelo Leite, da Cisco.

O executivo avalia que na integração TI/Telecom, a primeira está absorvendo cada vez mais funções da segunda e, e “nessa transição, o profissional de TI aparece com maior facilidade de absorver os conhecimentos de telefonia”.

Mas mesmo melhor preparados, os profissionais de TI precisam de mais especialização, algo que resulta na necessidade de um pesado investimento em capacitação profissional em telefonia IP. “Antes de implantar uma plataforma ou aplicativo, o gestor do negócio precisa conhecer a tecnologia e saber como ela funciona, para ter total condição de analisar se é viável ou não investir em uma infraestrutura IP e em UC”, exemplifica Marcelo Leite.

 

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