Estratégias

Receita líquida da Cyrela cresce 56%

No último trimestre do ano, a empresa lançou 16 empreendimentos; a velocidade média de vendas foi de 31,5%.

A incorporadora Cyrela Brazil Realty anunciou seus resultados financeiros referentes ao 4° trimestre de 2008. A receita líquida da empresa totalizou R$ 2.667,05 milhões, um crescimento de 56,2% com relação ao ano anterior. O principal motivo foi o lançamento de 18 mil unidades nos segmentos econômicos e super econômicos pela Living.

As vendas contratadas somaram R$ 4.612,3 milhões, representando um aumento de 5% em relação a 2007. Do total no ano, 5,8% foram representadas por empreendimentos lançados no quarto trimestre de 2008, 11,9% foram referentes a lançamentos no terceiro trimestre, 35,7% referentes a empreendimentos do segundo trimestre, 12,7% no primeiro e 33,9% representam unidades lançadas em períodos anteriores.

No último trimestre do ano a incorporadora lançou 16 empreendimentos que somam R$ 856,5 milhões. A velocidade média de vendas de lançamentos foi de 31,5% para o trimestre. Com a crise, iniciada em setembro, a Cyrela encerrou o ano com R$ 4.827,4 milhões em lançamentos, representando uma redução de 10,5% em relação a 2007.

"Desde o início da crise, nossas atitudes foram marcadas pela prudência. Optamos por lançar somente produtos que se mostravam líquidos, com financiamento a construção já contratado, mantendo sempre um controle rígido do caixa e, assim, garantindo que a Cyrela se mantenha sólida ao final desse ciclo", explica Luis Largman, diretor de RI da Cyrela Brazil Realty.

Apesar da crise, 2008 foi um ano muito positivo para a empresa. O primeiro semestre foi marcado por lançamentos e vendas que atingiram recordes. Em maio, a Cyrela fez o primeiro lançamento na Argentina, por meio da parceria com a IRSA. Em junho, estabeleceram uma joint-venture com a Construtora Líder, criando a CL Empreendimentos Imobiliários. Em julho, foi criada uma nova joint-venture com a Lucio Empreendimentos e Participações, resultando na Lucio Brazil Real Estate, o que fortaleceu a atuação na Grande São Paulo.

No quarto trimestre de 2008 a empresa também completou a aquisição de 10 terrenos, cujas negociações foram iniciadas antes da crise, que somam 471,6 mil de m², com VGV potencial de R$ 1.386,7 milhões. No final do período, o estoque de terrenos somava 11,2 milhões de m² de área útil comercializável, com potencial de vendas total de R$ 34,6 bilhões, considerando as joint-ventures e parcerias. Do estoque, 80% foram adquiridos através de sistema de permuta, sem a necessidade de desembolso de caixa.

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *