Casos de sucesso

Rede privativa é a chave da transformação digital da Petrobras

O que você vai ver nesse artigo:

Para Maximilliam Vieira, consultor sênior Tecnologia da Informação da Petrobras, as redes privativas são diferenciais para transformação digital da estatal. Em apresentação no webinar 5G Brasil Summit, realizado ontem (4/9) pela Teleco, o executivo pontuou que a Petrobras criou suas próprias redes 4G LTE para habilitar a conectividade em plataformas offshore e, assim, adotar conceitos de Internet Industrial das Coisas (IIoT) e mobilidade em alto mar.

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São 21 plataformas offshore conectadas pela rede LTE, além de 12 localidades em terra, incluindo uma refinaria e cinco centros logísticos. Em alto mar, as antenas LTE têm raio de até 20 km. Segundo ele, é por meio dessa rede móvel que sensores de vibração e temperatura, entre milhares de outros dispositivos IoT, são conectados na plataforma.

Além da conectividade massiva gerada pelos inúmeros sensores de uma plataforma, a Petrobras também usa gateways LTE para integrar dados de sensores que usam outro tipo de conectividade, como sigfox, por exemplo.

Essa rede LTE também é responsável por conectar embarcações de apoio e até as sondas submarinas, entre outros equipamentos de perfuração de solo. A mobilidade de funcionários, seja na plataforma ou nas embarcações, também é apoiada por essa rede, que atende tablets e smartphones em campo, além de drones de inspeção.

Malha própria de fibra óptica

Vieira comentou que a Petrobras tem uma malha própria de cabos ópticos submarinos que chega a quase 1,4 mil quilômetros para conectar as plataformas offshore, com previsão de chegar a 2,2 mil km em 2025, além de mais de 70 pontos de satélite de órbita baixa.

Essa malha submarina funciona como backhaul das plataformas offshore. Um dos cabos sai direto de Praia Grande (SP) para conectar a Bacia de Santos, principal produtora da Petrobras, interligando diversas plataformas até o Rio de Janeiro.

O executivo comentar que essa estratégia é fundamental para garantir a operação em alto mar, pois garante baixa latência (entre 30 e 50 ms) e é uma opção imune a intempéries, como tempestades, algo que diminui a eficiência de satélites de baixa órbita.

Inovação

As redes privativas também prometem mais inovação para a Petrobras. Um dos casos de uso em rede LTE é o controle remoto do ROV (remotely operated vehicle), veículo similar a um submarino usado como apoio em operações no fundo do mar.

Já o 5G passa por projetos piloto na estatal. Um deles é a operação remota de um robô para auxílio em manutenção dentro da plataforma. Um projeto mais recente comentado por Vieira é de um robô autônomo capaz de fazer leituras de medidores.

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