Para Elisabeth Gomes, diretora de Inteligência Competitiva da Plugar, as empresas esperam que a área de IC dê resultados e as redes sociais podem contribuir, e muito, para o alcance deste objetivo.
“O termo rede social virou arroz-de-festa”. Foi o que Elisabeth Gomes, diretora de Inteligência Competitiva da Plugar, afirmou em seu painel “Redes Sociais como ferramenta de cooperação para geração de inteligência. Mito ou realidade?”, realizado durante a 11ª Conferência Anual de Inteligência Competitiva, promovida pelo IBC. Para ela, o meio é importante para a geração de registro de mais conhecimentos.
O objetivo da palestra não era falar das ferramentas também usadas pelos consumidores finais, mas sim das desenvolvidas para atuar no ambiente corporativo interno. “A empresa espera que a área de Inteligência Competitiva dê resultados e, para isso, precisa gerar produtos de inteligência. E a rede social é uma delas”, afirmou.
Elisabeth percebe algumas barreiras para a geração de inteligência, nas quais o uso de rede social pode ajudar a superar. Entre os obstáculos está a falta de vínculo com agenda do CEO, falta de dados sobre ROI, falta de comunicação, falta de definição do escopo, falta de processo e baixa interação com jornalista interno e externo.
A executiva listou os passos para criar uma rede social eficiente: “Em primeiro lugar deve-se definir o objetivo, depois identificar clientes e suas necessidades, a área deve ser muito bem posicionada”. A seguir vem a realização de fluxograma de atividades para o processo de IC, a definição de headcount; de processo e das fontes de informação, alinhar o programa de comunicação, o software de apoio, a entrada de informações primárias, o reconhecimento de entidades, o agrupamento por similaridade e, por fim, a efetivação do portal de IC.
Para provar que as redes sociais cooperam para a geração de inteligência, Elisabeth convidou Piero Torres, executivo da área de Inteligência Competitiva da Aliança do Brasil, para mostrar o caso prático na companhia. Em 2009, a empresa de seguros contratou a Plugar para estruturação, treinamento e tecnologia de uma rede inteira.
“Tínhamos a necessidade de fornecer inteligência com precisão e no momento adequado. A questão mais crítica no processo inteiro foi a disseminação do uso da rede”. O executivo esclarece que a ferramenta criada transpassa o ambiente interno e que cerca de 350 pessoas, dos mais variados setores, estão inseridos no sistema e contribuem constantemente.
Para os gestores tomarem suas decisões, as informações coletadas são divididas em quatro categorias (governo, mercado, canais e tecnologia) e enviadas, dentre outras, como alertas antecipados. “Com o uso da nossa rede interna, pudemos gerir melhor os negócios, pois cada setor tem todas as informações necessárias para gerar uma melhor estratégia”, finalizou.

