Segundo o professor do Senac, Denis Gabos, “o novo padrão ficará entre 40 e 100 Gbps.”
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No painel “Internet avançada: tecnologia e desafios”, o Dr. Denis Gabos, professor e coordenador do curso de tecnologia em redes de computadores no centro universitário Senac, apresentou os avanços em velocidade, novos paradigmas em comutação e roteamento (que origina as chamadas redes híbridas). “Existem três classes de tráfego na internet e os tipos de uso de rede estão avançando, com o propósito em atender as demandas necessárias”.
O grupo A está relacionado aos usuários comerciais e residenciais, chamados de leves ou normais na ordem de Mbps por usuário. Já o nível B é composto pelo uso de internet mais pesada, para aplicações de negócios e sistemas corporativos, por exemplo, o que trafegam em ordem de gigabit. Por fim, tem a classe C, composta por aplicações científicas (universo de pesquisa) e que engloba de 1-10 Gbps por site, tendo alto consumo de banda e conectividade poucos com poucos.
Segundo o professor, o próximo passo das tecnologias de transmissão e comunicação de dados está no DWDM (banda de 1,6 Tbps em uma única fibra), SDH NG (visto como uma transição do ethernet para ficar compatível ao fluxo corporativo) e o Metro Ethernet (rede de acesso).
De acordo com o especialista, as redes híbridas combinam duas ou mais tecnologias básicas de rede ao mesmo tempo e obedecem a três arquiteturas: cliente-servidor, paralelas ou integradas. No primeiro modelo, as camadas são hierárquicas e a mais fina fica em cima para dar suporte. Na seguinte o usuário é consciente das duas estruturas presentes que podem ser dedicadas ou compartilhadas. Já a última, duas ou mais ficam completamente em um único aparelho e funciona melhor com tráfegos não-bem comportados.
Por último, Denis mostrou os desafios presentes para o desenvolvimento de rede que são o roteamento óptico, o gerenciamento das estruturas e o modelo de negócio. “Todos devem estar bem sincronizados para fornecer aos usuários das três classes o melhor aproveitamento possível da internet”, conclui.

