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Redes privativas: conectando negócios com desempenho e confiabilidade

*Por Leandro Galante

As redes privativas vêm se consolidando como uma das principais apostas para atender às demandas por conectividade segura, previsível e de alto desempenho na América Latina. Segundo uma pesquisa da plataforma Grand View Horizon, em 2025, o setor gerou uma receita de US$ 136,6 milhões na região. A expectativa é que esse número aumente nos próximos anos, já que a taxa composta de crescimento anual (CAGR) deve chegar a 41,6% no período de 2024 a 2030.

Para as empresas de diversos setores na América Latina, esse gap da conectividade impõe limitações. Em segmentos como agronegócio, energia, mineração, manufatura e logística – que dependem de operações distribuídas, remotas, máquinas inteligentes e monitoramento contínuo – a ausência de redes robustas resulta em perdas financeiras recorrentes, aumento de riscos operacionais e menor competitividade frente a mercados internacionalmente mais digitalizados.

Diante desse cenário, empresas de tecnologia especializadas em redes privativas têm contribuído para superar essas barreiras, oferecendo soluções adaptadas às necessidades reais do dia a dia, em locais onde as redes de comunicações não chegam. Apesar do hype em cima da rede de quinta geração, na maioria das vezes, a utilização do 5G não é necessária, pois o 4G consegue atender, de forma consistente e eficiente, à demanda da empresa. Um estudo global da consultoria IDC reforça essa visão ao apontar que 38% das empresas utilizam apenas 4G como base para seus sistemas de comunicação interna, enquanto 26% utilizam exclusivamente o 5G. Outros 36% adotam uma combinação privada entre 4G e 5G. Isso evidencia que a adoção de redes privativas não depende exclusivamente do 5G, mas sim de uma arquitetura inteligente, calibrada para as particularidades de cada operação.

Um fator estratégico no avanço das redes privativas na América Latina é o uso de edge computing. Ao processar dados diretamente na borda, próximo às máquinas, sensores e sistemas críticos, as empresas conseguem manter operações funcionando com alta disponibilidade, mesmo em locais remotos e com conectividade limitada. Essa arquitetura reduz a latência, aumenta a confiabilidade e viabiliza aplicações como veículos autônomos, inspeção remota, telemetria avançada e automação industrial em tempo real.

À medida que empresas avançam para modelos de conectividade baseados em LTE/4G, 5G e processamento na borda, abre-se espaço para uma digitalização mais prática, inclusiva e sustentável. E, com o avanço de fornecedores especializados em redes privadas que integram conectividade, automação e inteligência local, o cliente tem a possibilidade de reduzir seu gap e ampliar a produtividade. O futuro da Indústria 4.0 não está distante: está sendo construído agora, com tecnologia aplicada onde ela realmente faz diferença. *Leandro Galante é diretor de Mobile da NEC para América Latina.

Este artigo é de total responsabilidade do autor, não representando, necessariamente, a opinião do Portal IPNews.

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